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Magazine Luiza enfrenta queda de 81% e perde valor de mercado em dois anos

A queda de 81% nas ações do Magazine Luiza expõe falhas na transição para o e-commerce e gera desconfiança na gestão de Fred Trajano.

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As ações do Magazine Luiza caíram 81% nos últimos dois anos, passando de 45 para 8,54 reais. A empresa, que já teve um valor de mercado de quase 180 bilhões de reais, agora vale pouco mais de 6 bilhões. Essa queda drástica não foi causada por eventos extremos, mas pela incapacidade da empresa de cumprir as expectativas de crescimento no e-commerce. O Magazine Luiza, fundado em 1957, se destacou no mercado, atraindo muitos investidores, mas a promessa de sucesso nas vendas online não se concretizou. A compra de empresas como Kabum! e Netshoes não trouxe os resultados esperados, e o crescimento do e-commerce foi lento. Além disso, declarações da matriarca Luiza Trajano sobre a importância das lojas físicas geraram dúvidas sobre a digitalização da empresa. Fred Trajano, que é o CEO desde 2016, tem sua gestão criticada, especialmente após se tornar sócio de um portal de notícias que não cobriu a queda da empresa.

Nos últimos dois anos, as ações do Magazine Luiza caíram 81%, passando de R$ 45,00 em janeiro de 2023 para R$ 8,54 no fechamento de 7 de maio de 2025. O valor de mercado da empresa, que chegou a R$ 177,5 bilhões, agora é de apenas R$ 6 bilhões. A queda é atribuída à incapacidade da companhia de atender as expectativas de crescimento no e-commerce e à gestão do CEO Fred Trajano.

A trajetória do Magazine Luiza, fundada em 1957 em Franca (SP), mudou drasticamente. A empresa, que abriu seu capital em 2011, se tornou popular entre pequenos investidores, atraindo mais de um milhão de pessoas físicas em seu auge. No entanto, a promessa de se tornar uma gigante do varejo online não se concretizou. A aquisição de empresas como Kabum! e Netshoes não trouxe os resultados esperados, e o crescimento do e-commerce foi lento.

A integração entre lojas físicas e o site, conhecida como omnichannel, também não avançou como previsto. Em 2023, Luiza Trajano, matriarca da família, comentou que as ações “estavam apanhando” porque a empresa “sempre acreditou em loja física”. Essa declaração levantou dúvidas sobre o comprometimento da liderança com a digitalização.

Fred Trajano, que assumiu a liderança em 2016, é visto como responsável pelas decisões que levaram à queda. Em meio à crise, ele se tornou sócio de um portal de notícias, o Poder360, que não publicou matérias sobre a derrocada da companhia. A falta de transparência e a desconfiança dos investidores contribuíram para a desvalorização das ações do Magazine Luiza.

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