As ações da Vamos (VAMO3) caíram 8,3% após a empresa divulgar resultados fracos no primeiro trimestre de 2025, com lucro líquido de R$ 107,8 milhões, uma queda de 45,6% em relação ao ano anterior. A XP Investimentos destacou que as despesas financeiras aumentaram e pressionaram o lucro, enquanto a receita com a venda de ativos alugados caiu. Apesar disso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 10% em relação ao ano passado, totalizando R$ 887 milhões. A Vamos também anunciou novas projeções para 2025, prevendo um lucro líquido entre R$ 450 milhões e R$ 550 milhões, e um Ebitda de até R$ 4,15 bilhões. A empresa espera reduzir sua alavancagem e manter uma taxa de ocupação de 85%. O CEO da Vamos afirmou que a demanda está saudável e que a cisão com as concessionárias trouxe mais agilidade ao negócio.
A Vamos (VAMO3) reportou um lucro líquido de R$ 107,8 milhões no primeiro trimestre de 2025 (1T25), uma queda de 45,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa, que se desmembrou do negócio de concessionárias em dezembro de 2024, atribui a queda ao aumento da taxa de juros. As ações da companhia caíram 8,30%, cotadas a R$ 4,42.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 886,7 milhões, um crescimento de 10,1% em relação ao 1T24. A receita líquida consolidada alcançou R$ 1,33 bilhão, alta de 24% em comparação ao ano anterior. O CEO, Gustavo Couto, destacou que o trimestre foi marcado por um crescimento recorde em todos os segmentos.
Desempenho e Projeções
A Vamos também anunciou novas projeções para 2025, prevendo um lucro líquido entre R$ 450 milhões e R$ 550 milhões. A expectativa é de um Ebitda entre R$ 3,85 bilhões e R$ 4,15 bilhões e um capex (investimento em ativos) de R$ 2 bilhões a R$ 2,2 bilhões. A empresa espera reduzir sua alavancagem para 3,0 a 3,2 vezes.
A XP Investimentos observou que as despesas financeiras aumentaram 11% na comparação trimestral, pressionando o lucro líquido. A venda de ativos alugados caiu para R$ 207 milhões, abaixo da média de R$ 305 milhões de 2024. Apesar disso, a XP manteve a recomendação de compra das ações da Vamos.
Análise do Mercado
O Itaú BBA destacou que a Vamos registrou o menor nível de reintegrações de posse de ativos nos últimos trimestres. A empresa renovou contratos sem a necessidade de adquirir novos ativos, com clientes optando por manter os mesmos. Contudo, a margem EBITDA das vendas de ativos usados caiu para 7%, uma queda significativa em relação ao ano anterior.
O BBI também reiterou a recomendação de compra, com um preço-alvo de R$ 8,00 para o final de 2025. A Vamos continua a focar na redução da alavancagem e na diversificação de seus contratos, especialmente no setor de logística, que tem ganhado destaque.
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