As ações da C&A subiram 16,15% após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2025. A empresa teve um lucro líquido de R$ 4,1 milhões, uma queda de 94,3% em relação ao ano anterior, mas a receita líquida cresceu 10,9%, totalizando R$ 1,612 bilhão. O lucro ajustado foi de R$ 2,5 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 61,4 milhões no mesmo período do ano passado. O Bradesco BBI destacou que, apesar da queda no lucro, os resultados operacionais superaram as expectativas, com melhorias na margem bruta e controle de despesas. O Ebitda ajustado foi de R$ 244,5 milhões, com margem de 15,2%. Embora as vendas nas mesmas lojas tenham caído 6,9%, os analistas consideraram o desempenho positivo, especialmente devido ao aumento do tráfego nas lojas físicas. O Morgan Stanley também avaliou os resultados como uma surpresa positiva e previu um crescimento no lucro por ação nos próximos meses. O Itaú BBA elevou sua recomendação para a C&A, destacando a melhora nas margens e a eficiência operacional, com a expectativa de que a empresa possa dobrar seus lucros nos próximos anos se igualar a produtividade de seus concorrentes.
A C&A (CEAB3) anunciou resultados do primeiro trimestre de 2025 (1T25) que surpreenderam o mercado. A varejista registrou lucro líquido de R$ 4,1 milhões, uma queda de 94,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar disso, a receita líquida cresceu 10,9%, totalizando R$ 1,612 bilhão.
O lucro ajustado foi de R$ 2,5 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 61,4 milhões no primeiro trimestre de 2024. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado pós-IFRS16 alcançou R$ 244,5 milhões, com margem de 15,2%, um aumento de 2,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Desempenho Operacional
Embora as vendas mesmas lojas (SSS) tenham recuado 6,9 pontos, atingindo 15%, analistas consideram o resultado robusto, especialmente devido ao calendário do Carnaval, que atrasou as vendas de verão. O Bradesco BBI destacou que a expansão da margem bruta em 1,9 ponto percentual e o controle das despesas foram fatores positivos. O banco manteve a recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 14.
O Morgan Stanley também avaliou os resultados positivamente, considerando-os uma surpresa relevante. A corretora projetou que o lucro por ação deve continuar a crescer nos próximos doze meses. A margem do vestuário aumentou 60 pontos-base, impulsionada pela precificação dinâmica e pela seleção de produtos.
Melhora nos Serviços Financeiros
A unidade de serviços financeiros da C&A apresentou resultados melhores, com Ebitda de R$ 33 milhões e uma redução na inadimplência. O Bradesco BBI observou que este foi o terceiro trimestre consecutivo de evolução nesse segmento, com uma queda de 60 pontos-base na inadimplência acima de noventa dias.
A relação entre dívida líquida e Ebitda se manteve em 0,5 vez, um patamar considerado saudável. O Itaú BBA também expressou otimismo, elevando sua recomendação para desempenho acima da média, com preço-alvo de R$ 15 até o final de 2025. A análise indica que a C&A pode dobrar seus lucros se igualar sua produtividade à de concorrentes.
Entre na conversa da comunidade