O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a Selic para 14,75% ao ano, o que afetou o número de fundos imobiliários que pagam dividendos acima do CDI, reduzindo de seis para cinco. Esse aumento da taxa de juros prejudica principalmente os fundos de tijolo, que investem diretamente em imóveis, pois os investidores buscam retornos maiores em comparação com os títulos públicos. Por outro lado, os fundos de papel, que investem em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), podem se beneficiar, já que conseguem repassar rapidamente os efeitos da alta de juros. Além disso, fundos logísticos com contratos longos e locatários de qualidade também são vistos como boas opções. Analistas recomendam que os investidores verifiquem métricas como dividend yield, taxa de vacância e preço em relação ao valor patrimonial antes de investir.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a elevação da Selic em 0,50 ponto percentual, passando para 14,75% ao ano. A decisão, esperada pelo mercado, impactou diretamente os fundos imobiliários (FIIs), com apenas cinco deles pagando dividendos acima do CDI, uma queda em relação aos seis registrados em abril.
A pesquisa da Economatica, que analisou 117 FIIs do índice Ifix, revelou que os proventos desses fundos estão agora 14,65%, um valor que normalmente fica entre 0,1 e 0,2 ponto percentual abaixo da taxa básica de juros. O Ifix, por sua vez, teve uma alta de 8,80% neste ano, recuperando parte das perdas do ano anterior.
Impactos no Mercado de FIIs
A alta da Selic tem pressionado o mercado de FIIs, especialmente os de tijolo, que investem diretamente em imóveis. Segundo Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o aumento do custo de oportunidade faz com que investidores busquem retornos maiores na renda variável. Isso afeta a precificação dos imóveis e a atratividade dos dividendos, que se tornam menos competitivos em relação a títulos públicos.
Por outro lado, os FIIs de papel, que investem em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) atrelados ao CDI ou à inflação, podem se beneficiar dessa alta. Lima destaca que esses fundos conseguem repassar rapidamente os efeitos da elevação dos juros para suas carteiras. Fundos logísticos com contratos longos e locatários de alta qualidade também são considerados promissores.
Preferências do Mercado
As corretoras e bancos locais têm priorizado fundos imobiliários de alta qualidade em suas carteiras. Antes de investir, analistas recomendam que os investidores verifiquem métricas como dividend yield, vacância, preço/valor patrimonial e prazo médio dos contratos. Essas informações são essenciais para projetar a estabilidade ou o crescimento dos rendimentos dos FIIs.
Entre na conversa da comunidade