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Rendimento médio das famílias brasileiras atinge recorde e desigualdade cai em 2024

Rendimento médio das famílias brasileiras atinge R$ 2.020 em 2024, com queda na desigualdade e crescimento impulsionado por programas sociais.

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O rendimento médio das famílias brasileiras alcançou R$ 2.020 em 2024, o maior valor desde que a pesquisa começou em 2012. Isso representa um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior e é resultado da melhora no mercado de trabalho e do avanço dos programas sociais. O rendimento médio do trabalho também subiu, chegando a R$ 3.225, um crescimento de 3,7%. A desigualdade de renda, medida pelo índice de Gini, caiu para 0,506, o menor nível da série histórica, com os mais pobres tendo um aumento maior em seus rendimentos. Em 2024, 66,1% da população tinha algum tipo de rendimento, e 9,2% recebiam benefícios sociais, como o Bolsa Família, que alcançou 18,7% dos lares. Apesar da melhora, a desigualdade ainda é alta, com os 10% mais ricos ganhando 13,4 vezes mais que os 40% mais pobres. A situação varia bastante entre as regiões, com o Maranhão tendo o menor rendimento médio e o Distrito Federal o maior, mas também sendo o mais desigual.

O rendimento médio das famílias brasileiras alcançou R$ 2.020 em 2024, o maior valor desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8). O aumento de 4,7% em relação ao ano anterior foi impulsionado pela melhora no mercado de trabalho e pela continuidade dos programas sociais.

Em 2024, 66,1% da população brasileira, equivalente a 143,4 milhões de pessoas, possuía algum tipo de rendimento. O rendimento médio mensal real do trabalho também atingiu um recorde, chegando a R$ 3.225, com um crescimento de 3,7% em comparação a 2023. O valor médio de outras fontes de renda, como aposentadorias e programas sociais, permaneceu estável em R$ 1.915.

Impacto dos Programas Sociais

Os programas sociais tiveram um papel significativo, com o rendimento médio proveniente deles alcançando R$ 836, um aumento de 2,2% em relação a 2023. O percentual de brasileiros que recebem benefícios sociais subiu para 9,2%, refletindo um crescimento de 0,6 ponto percentual em relação ao ano anterior. A expansão do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) contribuiu para essa melhora.

A desigualdade de renda, medida pelo índice de Gini, caiu para 0,506, o menor valor da série histórica. Essa redução se deve ao crescimento mais acentuado do rendimento das classes mais baixas, que tiveram um aumento de 17,6% em seus rendimentos, enquanto os mais ricos cresceram apenas 1,5%.

Desigualdade Regional

Apesar dos avanços, a desigualdade regional permanece. O Maranhão registrou o menor rendimento domiciliar médio, de R$ 1.078, enquanto o Distrito Federal teve o maior, com R$ 3.276. O índice de Gini no Distrito Federal foi de 0,547, o mais alto do país, evidenciando a disparidade na distribuição de renda.

Os dados do IBGE mostram que, embora o Brasil tenha apresentado melhorias significativas em termos de rendimento e redução da desigualdade, ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar uma distribuição de renda mais equitativa.

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