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Dólar fecha em queda de 1,44% após Copom e otimismo com acordos comerciais

Dólar cai 1,44% após acordo tarifário entre EUA e Reino Unido e alta da Selic para 14,75% no Brasil, atraindo investidores.

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O dólar caiu 1,44% e fechou a R$5,6620, interrompendo uma sequência de três altas. Essa queda foi impulsionada pela expectativa de um acordo tarifário entre os EUA e o Reino Unido e pela elevação da Selic pelo Banco Central brasileiro, que agora está em 14,75% ao ano. O real se valorizou devido ao aumento do apetite por risco nos mercados, especialmente após o anúncio do presidente dos EUA sobre um acordo comercial. Além disso, a reunião entre autoridades dos EUA e da China para discutir tarifas também trouxe otimismo. O Banco Central brasileiro sinalizou que manterá os juros altos por um tempo, o que pode atrair investimentos estrangeiros e pressionar o dólar para baixo.

O dólar fechou em queda de 1,44% nesta quinta-feira, interrompendo uma sequência de três altas consecutivas. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,6620, enquanto acumula uma baixa de 8,37% no ano. A queda foi impulsionada pela expectativa de um acordo tarifário entre os Estados Unidos e o Reino Unido, além da elevação da Selic pelo Banco Central brasileiro.

A decisão do Banco Central de aumentar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 14,75% ao ano, sinaliza uma política monetária mais restritiva. Essa medida visa controlar a inflação e manter o diferencial de juros atrativo para investidores estrangeiros. O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Leonel Mattos, destacou que essa política pode continuar a pressionar o dólar para baixo.

O otimismo nos mercados globais também foi reforçado pela declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou um acordo comercial com o Reino Unido. Trump classificou o acordo como “completo e abrangente”, prometendo fortalecer as relações entre os dois países. Além disso, autoridades dos EUA e da China se reunirão neste fim de semana na Suíça para discutir tensões tarifárias.

Os investidores também reagiram à manutenção das taxas de juros pelo Federal Reserve, que expressou preocupação com a inflação e o desemprego. O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que não há pressa para reduzir os juros novamente, preferindo aguardar os efeitos das políticas tarifárias.

No cenário doméstico, o IBGE informou que os preços ao produtor recuaram em março, puxados pela queda nos preços dos alimentos. Essa dinâmica, junto com o aumento da Selic, contribui para um ambiente de maior apetite por risco no mercado.

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