Os preços das commodities, especialmente as de energia, estão caindo, com o petróleo apresentando uma queda de 5,92% em dólar, segundo o IC-Br do Banco Central. Essa redução é boa para a inflação, mas pode ser preocupante para a economia, já que o Brasil é um grande exportador desses produtos. A desaceleração da economia global e a guerra comercial entre os EUA e a China estão diminuindo a demanda por commodities. Apesar da queda nos preços, o impacto no IPCA pode demorar a aparecer, pois há um atraso entre a redução dos preços internacionais e os preços para o consumidor. O professor Felippe Serigati, da FGV Agro, destaca que a queda nos preços do petróleo pode ajudar a aliviar a inflação, especialmente com a redução do preço do diesel, que é importante para o transporte de mercadorias. No entanto, a oferta interna não deve aumentar, pois os preços são ajustados de acordo com o mercado internacional. As commodities têm comportamentos diferentes, com as metálicas e energéticas sofrendo mais com a desaceleração econômica, enquanto as agropecuárias têm uma demanda mais estável. Além disso, a queda do dólar também contribuiu para a redução dos preços em reais.
O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) revelou uma queda de 5,92% no preço do petróleo em dólar, refletindo uma tendência de redução nos preços das commodities, especialmente as de energia. Essa situação é positiva para a inflação, mas gera preocupações para a economia brasileira, que é um grande exportador desses produtos.
A desaceleração da economia global e a guerra comercial entre Estados Unidos e China têm impactado a demanda por commodities. O professor Felippe Serigati, da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), destaca que a queda nos preços começou entre janeiro e fevereiro e que cada commodity apresenta uma dinâmica própria. Ele aponta que a desaceleração econômica global resulta em menor demanda, o que leva a uma acomodação dos preços em patamares mais baixos.
A queda nos preços das commodities de energia favorece a balança comercial brasileira, mas não representa um risco imediato para o país. A redução dos preços pode não se refletir de imediato no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) amanhã. Serigati explica que há uma defasagem entre a redução de preços no mercado internacional e a alteração nos valores para o consumidor.
Impactos na Inflação
Um dos principais alívios para a inflação deve vir dos combustíveis. A guerra tarifária e o aumento da produção de petróleo pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) têm contribuído para a redução dos preços internacionais. A Petrobras já anunciou uma nova redução no preço do diesel, que é crucial para o transporte de mercadorias no Brasil.
Os preços das commodities de energia caíram 10,72% em reais no ano, enquanto as commodities compostas, que incluem derivados de soja e produtos financeiros, recuaram 7,8%. Commodities agropecuárias apresentaram uma redução de 6,96%, e as metálicas, 3,95%. A cotação do dólar também influenciou essa queda, passando de R$ 6 para cerca de R$ 5,70.
Serigati ressalta que, apesar da queda nos preços, a oferta interna não deve aumentar, pois existe paridade de preços com o mercado internacional. Para as commodities, a demanda tende a ser mais resistente, especialmente nas agropecuárias, o que minimiza os riscos para a economia brasileira.
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