A taxa Selic, que é a taxa básica de juros do Brasil, subiu de 10,25% para 14,75% desde setembro do ano passado, o que fez com que muitos tipos de crédito pessoal ficassem mais caros. O crédito pessoal não consignado teve um aumento significativo nas taxas, passando de 67,75% para 80% ao ano. Isso acontece porque esse tipo de empréstimo é considerado mais arriscado para os bancos, já que não tem garantias como o crédito consignado, que usa o salário como segurança. Outras linhas de crédito também ficaram mais caras, mas de forma menos intensa. Por outro lado, o parcelado do cartão de crédito, que é uma das opções mais caras, teve uma leve queda nas taxas, de 178,8% para 168,53%, devido a novas regras que limitam os juros e à maior competição entre os bancos. O governo lançou um novo modelo de crédito consignado que facilita o acesso para trabalhadores do setor privado, eliminando a necessidade de convênios entre bancos e empresas. Apesar das oscilações nas taxas, a recomendação é sempre optar por linhas de crédito que ofereçam garantias, pois elas costumam ser mais baratas.
A Selic, taxa básica de juros do Brasil, subiu de 10,25% para 14,75% desde setembro do ano passado, afetando diversas linhas de crédito pessoal. Um levantamento do Valor Investe revela que sete das oito principais linhas de crédito encareceram nesse período. O crédito pessoal não consignado foi o mais afetado, com taxas médias saltando de 67,75% ao ano em outubro de 2024 para 80% em abril de 2025.
Esse aumento se deve ao caráter menos seguro dessa modalidade, que não possui garantias como o crédito consignado. A inadimplência tende a ser maior, resultando em juros mais altos. O governo lançou um novo modelo de crédito consignado, facilitando o acesso para trabalhadores do setor privado, eliminando a necessidade de convênios entre bancos e empresas.
Aumento das Taxas
Além do crédito pessoal não consignado, outras linhas também tiveram alta nas taxas. O cheque especial, uma das opções mais caras, viu os juros aumentarem de 145,87% para 147,10%. Os juros do consignado do setor privado subiram de 36,79% para 40,43%, enquanto os do setor público passaram de 22,13% para 25,05%. Para a aquisição de veículos, os juros foram de 23% para 24,75%, e para outros bens, de 32,92% para 40,60%.
O professor Alexandre Chaia, do Insper, explica que o aumento das taxas se relaciona com a Selic. A cada 0,5 ponto percentual de alta na Selic, as linhas de crédito tendem a encarecer em 1,5 ponto percentual. Fatores como a desaceleração econômica e o aumento da inadimplência também influenciam.
Queda no Cartão de Crédito
Curiosamente, o parcelado do cartão de crédito apresentou uma leve queda nas taxas, passando de 178,8% para 168,53%. Essa redução é atribuída a novas regras que limitam os juros do rotativo e ao aumento da competição no setor. O governo busca evitar que os consumidores se endividem excessivamente.
Entretanto, o professor Chaia alerta que essa queda é limitada, pois os bancos podem oferecer outros tipos de crédito com juros mais altos. A recomendação é sempre optar por linhas de crédito com garantias, que costumam ser mais baratas.
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