O Banco Central decidiu que, a partir de 1º de julho, financeiras poderão emitir Letras de Crédito Imobiliário (LCI), que são investimentos isentos de Imposto de Renda. Antes, apenas bancos e algumas instituições financeiras podiam fazer isso. A mudança visa aumentar as opções de captação de recursos para o crédito imobiliário e modernizar o setor. O Banco Central também está buscando novas fontes de financiamento, já que a caderneta de poupança, que era a principal, está perdendo recursos. O diretor Gilneu Vivan comentou que o modelo atual está se esgotando e que é necessário discutir como lidar com os novos riscos que surgem com diferentes formas de captação.
O Banco Central aprovou uma nova resolução que permite a emissão de Letras de Crédito Imobiliário (LCI) por financeiras, a partir de 1º de julho. A medida visa diversificar as fontes de captação para o crédito imobiliário e modernizar o setor.
Antes da mudança, apenas instituições financeiras específicas, como bancos comerciais e cooperativas de crédito, podiam emitir LCI. Com a nova norma, as financeiras terão um novo instrumento de captação, o que pode estimular o mercado de crédito imobiliário. O Banco Central destacou que a decisão foi baseada em consulta pública.
O diretor de Regulação do Banco Central, Gilneu Vivan, afirmou que a medida busca modernizar as financeiras, posicionando-as de forma mais competitiva em relação a outras instituições. A alta saída de recursos da caderneta de poupança motivou a busca por novas fontes de financiamento para o setor.
Vivan também mencionou que o modelo atual, que depende da poupança como principal fonte de funding, está se esgotando. Ele ressaltou a necessidade de discutir quais características os contratos imobiliários devem ter em um ambiente com funding mais volátil. A variação de preço e oferta da LCI pode impactar o risco que as instituições assumem.
O Banco Central ainda não identificou uma solução viável para o setor imobiliário, mas o debate sobre um modelo sustentável está aberto. A nova resolução representa um passo importante na busca por alternativas que garantam a oferta de crédito imobiliário no Brasil.
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