O Brasil melhorou sua posição no ranking de desenvolvimento humano da ONU, subindo para o 84º lugar em 2023, com um índice de 0,786. Essa melhora se deve principalmente ao aumento da renda e da saúde, já que a educação não avançou. A renda per capita cresceu de US$ 16.609 em 2020 para US$ 18.011 em 2023, ajudada pela queda do desemprego e por aumentos em benefícios sociais. A expectativa de vida também aumentou, voltando a 75,9 anos após uma queda durante a pandemia. Apesar disso, a educação continua estagnada, com a expectativa de escolaridade em 15,8 anos e a escolaridade média em 8,4 anos, o que preocupa, pois o Brasil ainda enfrenta altos índices de analfabetismo funcional.
O Brasil avançou para o 84º lugar no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2023, com um índice de 0,786. O país subiu cinco posições em relação ao ano anterior, retornando ao grupo de nações com IDH considerado alto. O crescimento é atribuído a melhorias na renda e na saúde, apesar da estagnação na educação.
O IDH brasileiro havia caído para 0,77 em 2020 devido à pandemia, mas começou a se recuperar em 2022, alcançando 0,78. O aumento em 2023 foi impulsionado pela elevação da renda per capita, que subiu de US$ 16.609 em 2020 para US$ 18.011 em 2023. A redução do desemprego e os aumentos reais em benefícios sociais contribuíram para esse avanço.
Expectativa de Vida e Saúde
A expectativa de vida no Brasil também apresentou recuperação, subindo de 73 anos em 2021 para 75,9 anos em 2023. Esse aumento é um reflexo da reversão dos danos causados pela pandemia. Em comparação, o IDH global teve a menor alta em seus 35 anos de existência, evidenciando o impacto duradouro da crise sanitária.
No entanto, a educação permanece um ponto crítico. A expectativa de escolaridade se manteve em 15,8 anos, e a escolaridade média da população continua em 8,4 anos. Esses números são inferiores aos de países como Chile e Argentina, que apresentam desempenhos educacionais mais robustos.
Desafios Futuros
A estagnação na educação é preocupante, especialmente com as transformações que a automatização e a inteligência artificial trarão ao mercado de trabalho. O Brasil enfrenta o desafio de preparar sua população para essas mudanças, considerando que quase 30% da população ainda é classificada como “analfabeta funcional”. A necessidade de uma resposta efetiva nesse setor é urgente.
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