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Brasil e China firmam acordo que amplia exportações de frutas e gergelim em 2024

Brasil e China firmam acordos que abrem mercado chinês para produtos brasileiros, como frutas e gergelim, impulsionando exportações.

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Em novembro de 2024, Brasil e China firmaram um acordo que abre o mercado chinês para produtos brasileiros, como frutas, gergelim e pescado. O presidente chinês, Xi Jinping, visitou Brasília para assinar os protocolos. A expectativa é que produtos como uva e melão, que têm grande potencial de vendas, ganhem espaço nas exportações. No entanto, desafios logísticos, como o transporte demorado e caro, ainda precisam ser superados. Uma nova rota marítima entre Salvador e a China pode ajudar. O Brasil também se destaca na produção de gergelim, com a China interessada em importar o grão. Além disso, a demanda por pescado brasileiro, especialmente tilápia, aumentou devido às tarifas comerciais dos Estados Unidos. O setor pesqueiro brasileiro espera um crescimento significativo nas exportações. Apesar do otimismo, é necessário garantir a regularidade no fornecimento e resolver questões logísticas para aproveitar as oportunidades do novo acordo. O agronegócio brasileiro teve um crescimento de 1,81% em 2024, com a China representando uma parte importante das vendas.

Em meio às tensões comerciais globais, Brasil e China firmaram acordos em novembro de 2024 que ampliam o acesso do mercado chinês a produtos brasileiros. Durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Brasília, foram assinados protocolos que permitem a exportação de frutas, gergelim e pescado.

Os produtos beneficiados incluem frutas frescas, como uva e melão, que têm um mercado potencial de US$ 450 milhões. O Ministério da Agricultura estima que a demanda por frutas frescas na China, aliada ao interesse em diversificar fornecedores, pode impulsionar as exportações. Contudo, desafios logísticos, como o longo tempo de transporte, ainda precisam ser superados. Luiz Roberto Barcelos, da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), destaca que uma nova rota marítima entre Salvador e a China, prevista para ser inaugurada em breve, pode facilitar esse processo.

O gergelim também se destaca, com o Brasil se tornando um dos maiores produtores mundiais. A cidade de Canarana, no Mato Grosso, é considerada a capital do grão. A China, que consome cerca de 2 milhões de toneladas de gergelim anualmente, manifestou interesse em importar do Brasil. Marcelo Eduardo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), afirma que o Brasil pode fornecer até 30% desse volume.

O setor de pescado brasileiro também se beneficia com a abertura do mercado chinês. A demanda por tilápia, que antes era atendida por produtores asiáticos, aumentou devido às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), projeta um aumento de até 200% nas exportações de tilápia, além de um potencial significativo para atum e lagosta.

Apesar do otimismo, os setores enfrentam desafios logísticos e burocráticos. A regularidade no fornecimento e a adaptação às exigências chinesas são essenciais para o sucesso das exportações. O agronegócio brasileiro encerrou 2024 com crescimento de 1,81% no PIB, com a China representando 37% das vendas externas.

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