A China vai anunciar sua nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) antes da COP30, e há muita expectativa sobre isso. Esse plano é importante porque a China é a segunda maior economia do mundo e seu compromisso pode influenciar o combate às mudanças climáticas, especialmente após a saída dos EUA do Acordo de Paris. Especialistas acreditam que a China pode ser mais ousada em suas metas para mostrar liderança global, mas também há a possibilidade de que, com a saída dos EUA, o país opte por ser mais cauteloso. A China já investe muito em energia renovável, como eólica e solar, e superou suas metas anteriores. No entanto, o carvão ainda é sua principal fonte de energia e emissões. Apesar de ter reduzido a construção de usinas de carvão, a demanda por essa fonte ainda é justificada como uma estratégia de segurança energética. A falta de transparência nas políticas climáticas da China é uma preocupação, mas muitos acreditam que o país está cumprindo suas promessas. As emissões de CO2 da China podem ter estabilizado recentemente, mas ainda não se espera uma redução significativa nesta década. O presidente da COP30 espera que a nova NDC da China seja ambiciosa, pois o país desempenha um papel crucial nas discussões sobre descarbonização e energias renováveis. A ex-ministra do Meio Ambiente do Brasil destaca que a China é um ator estratégico nesse cenário, influenciando não apenas as políticas climáticas, mas também o comércio internacional.
A China está prestes a anunciar sua nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), que será apresentada antes da COP30. Este plano é aguardado com grande expectativa, especialmente após a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris. A nova NDC abrangerá todos os setores econômicos e gases de efeito estufa.
O presidente Xi Jinping indicou que a nova NDC pode ser mais ousada, visando ocupar o espaço deixado pelos EUA e demonstrar liderança global. Especialistas, como Norah Zhang, do NewClimate Institute, apontam que a China pode optar por um compromisso ambicioso, mas também pode ser mais conservadora devido à ausência de pressão externa. A China é líder em investimentos em energia renovável, superando suas metas de energia eólica e solar.
Investimentos em Energia Renovável
Atualmente, a China possui 113 usinas de energia nuclear em construção e já atingiu 1.400 GW de capacidade em energia eólica e solar, superando a meta de 1.200 GW prevista para 2030. Apesar disso, o carvão ainda é a principal fonte de energia do país, representando a maior parte das emissões. A utilização de carvão na geração de eletricidade caiu de 60% em maio de 2023 para 53% em maio de 2024.
A China justifica a continuidade do uso do carvão como uma estratégia de segurança energética. Marcos Caramuru, ex-embaixador do Brasil na China, destaca que o país consegue atender à demanda crescente de energia com fontes renováveis, algo que não ocorre em todos os lugares. Contudo, a falta de transparência nas políticas climáticas da China é uma preocupação entre os especialistas.
Expectativas para a NDC
A expectativa é que a nova NDC traga compromissos mais robustos, mas as projeções indicam que as políticas atuais podem não ser suficientes para reduzir as emissões de forma significativa nesta década. A última NDC previa que a China atingiria o pico de emissões de CO2 antes de 2030, mas as emissões em 2024 devem crescer apenas 1% em relação a 2023.
O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, expressou otimismo em relação à nova NDC da China, enfatizando seu papel crucial nas negociações climáticas. A ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também ressaltou a importância da China na agenda climática global, afirmando que o país é um ator estratégico na descarbonização e eletrificação da economia.
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