O Brasil está atraindo cada vez mais investimentos de empresas chinesas, especialmente em setores como automobilístico, mineração, energias renováveis e economia digital. Em 2024, 40 empresas chinesas buscaram abrir subsidiárias no país, um aumento em relação à média de 15 a 20 contratos anuais. Consultorias e escritórios de advocacia estão ocupados ajudando essas empresas a se estabelecerem. Montadoras chinesas, como a Geely e a GAAC, já estão investindo no Brasil, e empresas de autopeças também estão interessadas. Além disso, há um aumento na busca por ativos no setor de mineração e oportunidades no agro, como insumos e máquinas. As energias renováveis, como solar e eólica, também estão na mira das empresas chinesas, assim como tecnologias de saúde e economia digital. O interesse chinês no Brasil está crescendo, com um aumento de consultas e visitas de delegações, e espera-se que isso se traduza em novos negócios nos próximos anos.
O interesse de empresas chinesas pelo Brasil cresceu significativamente em 2024, com quarenta novas consultas para abertura de subsidiárias no país, um aumento em relação à média histórica de quinze a vinte contratos anuais. A IEST Group, consultoria que assessora mais de trezentos clientes chineses, destaca que o primeiro trimestre de 2025 foi positivo e prevê que o número de novos clientes deve superar o de 2024.
A abertura de subsidiárias é um passo inicial que pode levar a investimentos produtivos. Normalmente, empresas estrangeiras realizam análises de mercado antes de decidir pela importação ou pela instalação de operações locais. O setor automobilístico é um dos mais ativos, com pelo menos oito montadoras chinesas sondando o mercado brasileiro. A Geely, por exemplo, firmou um contrato com a Renault para produzir carros elétricos em São José dos Pinhais (PR).
Setores em Foco
Além do setor automobilístico, as mineradoras chinesas estão atentas ao Brasil. Um exemplo é o acordo de US$ 500 milhões que permitiu à MMG Singapore Resources adquirir ativos de níquel da Anglo American. A Huaxin Cement também investiu US$ 186 milhões na compra de ativos da Embu S.A., uma das maiores pedreiras do país. O setor agropecuário também desperta interesse, com foco em insumos e equipamentos.
Marcos Ludwig, do China Desk da Veirano Advogados, observa um aumento nas consultas e visitas de empresas chinesas, um fenômeno que não se via há anos. Ele acredita que as atividades em energias renováveis, como fotovoltaica e eólica, estão entre as novas prioridades. Tecnologias de saúde e economia digital, como plataformas de e-commerce, também estão em pauta.
Expansão na Logística
A CRRC Corporation, em parceria com a Comporte, assumiu a concessão do Trem Intercidades, um investimento de R$ 14,2 bilhões. Hsia Hua Sheng, vice-presidente do Banco da China no Brasil, afirma que as empresas chinesas estão buscando entender o modelo de concessões no país para planejar futuras parcerias.
Após dois anos de investimentos abaixo da média histórica, o Brasil continua sendo um destino importante para os investimentos chineses. Em 2022, os investimentos foram de US$ 1,3 bilhão, subindo para US$ 1,73 bilhão em 2023. O Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) confirma que o número de projetos confirmados em 2023 foi o terceiro melhor desde 2007.
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