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Gol propõe aumento de capital de R$ 19,2 bilhões e ações atingem mínimo histórico

Gol propõe aumento de capital de R$ 19,2 bilhões, mas ações despencam 40%, atingindo menor valor desde 2004. Reunião de acionistas em 30 de maio.

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As ações da Gol caíram para o menor valor desde 2004, após a empresa anunciar um aumento de capital de R$ 19,2 bilhões. Na abertura do mercado em São Paulo, as ações caíram 40%, sendo negociadas a R$ 0,71. A proposta busca levantar entre R$ 5,34 bilhões e R$ 19,2 bilhões por meio da emissão de ações. O conselho da empresa já aprovou a proposta, que será discutida em uma reunião de acionistas no dia 30 de maio. O preço de emissão foi definido em R$ 0,0002857142 para ações ordinárias e R$ 0,01 para ações preferenciais. A Gol, que entrou com pedido de recuperação judicial em janeiro, enfrenta dificuldades financeiras devido à pandemia e altas taxas de juros.

As ações da Gol (GOLL4) caíram 40% na sexta-feira, 9 de maio, atingindo R$ 0,71, o menor valor desde 2004. A queda ocorreu após a companhia aérea anunciar um aumento de capital de R$ 19,2 bilhões em sua tentativa de sair do Chapter 11 nos Estados Unidos, equivalente à recuperação judicial no Brasil.

A proposta de aumento de capital busca levantar entre R$ 5,34 bilhões e R$ 19,2 bilhões por meio da emissão de até 13,1 trilhões de ações ordinárias e 1,55 trilhão de ações preferenciais. O preço de emissão foi definido em R$ 0,0002857142 por ação ordinária e R$ 0,01 por ação preferencial. A proposta foi aprovada pelo conselho de administração e será discutida em reunião de acionistas no dia 30 de maio.

Em novembro, a Gol firmou um acordo de reestruturação de US$ 2,5 bilhões com o Abra Group, seu principal credor, para facilitar a saída do Chapter 11. A companhia espera levantar até US$ 1,85 bilhão em financiamento para quitar dívidas existentes. Apesar de resultados melhores que o esperado no último trimestre de 2024, analistas apontam que a Gol enfrentará dificuldades para gerar caixa, já que os pagamentos de arrendamento e juros devem consumir quase todo o seu EBITDA previsto.

A Gol, uma das maiores companhias aéreas da América do Sul, enfrenta desafios financeiros significativos devido à queda nas viagens durante a pandemia, dívidas substanciais e altas taxas de juros no Brasil.

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