O Itaú Unibanco, um dos maiores bancos do Brasil, anunciou que a alavancagem do empréstimo consignado privado ainda é baixa, mas há potencial para crescimento. O CEO Milton Maluhy Filho comparou essa modalidade com outras já estabelecidas, como o consignado para servidores, que tem um volume de crédito muito maior em relação à massa salarial. O banco detém 30% do mercado de consignado privado, mas Maluhy alertou que o risco é maior, pois depende tanto da situação financeira do trabalhador quanto da empresa onde ele trabalha. No primeiro trimestre, o Itaú teve um lucro líquido de R$ 11,12 bilhões, um aumento de 13,9% em relação ao ano anterior. A margem com clientes cresceu, enquanto a inadimplência caiu para 2,3%. A carteira de crédito do banco atingiu R$ 1,38 trilhão, com crescimento em várias categorias, incluindo micro e pequenas empresas. As receitas de serviços e seguros também aumentaram, mas as despesas operacionais subiram 9,8%. Maluhy também comentou sobre rumores envolvendo o Fundo Garantidor de Crédito, afirmando que são apenas especulações de mercado.
O Itaú Unibanco registrou um lucro líquido de R$ 11,12 bilhões no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 13,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O CEO, Milton Maluhy Filho, destacou que a alavancagem do empréstimo consignado privado ainda é baixa, mas vê potencial para crescimento nesse setor.
Maluhy comparou a situação atual do consignado privado com modalidades já consolidadas, como o consignado para servidores e o vinculado ao INSS. Ele afirmou que, nessas modalidades, o volume de crédito disponível mensalmente é de quatro a seis vezes maior que a massa salarial. O Itaú detém atualmente 30% do mercado de consignado privado.
O risco associado ao consignado privado é maior, pois envolve tanto o risco individual do trabalhador quanto o da empresa onde ele está empregado. O CEO enfatizou que, apesar do potencial, o banco permanece cauteloso devido às variações financeiras das empresas.
Desempenho Financeiro
O retorno sobre o patrimônio (ROE) do Itaú fechou o trimestre em 22,5%, mantendo-se estável em relação aos trimestres anteriores. A margem com clientes foi de R$ 29,39 bilhões, um aumento de 13,9% em comparação ao ano passado. Em contrapartida, a margem com o mercado caiu 12,8%, totalizando R$ 923 milhões.
A inadimplência ficou em 2,3% em março, ligeiramente abaixo dos 2,7% do ano anterior. A carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,38 trilhão, um crescimento de 13,2% em relação a 2024, mas com uma leve queda de 1,7% em relação ao trimestre anterior.
Setores de Crédito
Na carteira de pessoa física, o Itaú alcançou R$ 448,8 bilhões, um aumento de 8,6% em relação ao ano passado. Para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), o valor foi de R$ 273,2 bilhões, representando um avanço de 17,7%. Já nas grandes empresas, o saldo foi de R$ 425,3 bilhões, com crescimento de 13%.
As receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 11,23 bilhões, um aumento de 3,5% em relação ao primeiro trimestre de 2024. As receitas com seguros também cresceram, alcançando R$ 2,93 bilhões, um aumento de 13,8%. As despesas operacionais subiram 9,8%, totalizando R$ 15,76 bilhões.
Maluhy também comentou sobre rumores envolvendo o uso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) pelo Banco Master, afirmando que são apenas especulações de mercado e que qualquer discussão sobre o assunto é responsabilidade do Banco Central.
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