A safra de laranja de 2025/26 em São Paulo e Minas Gerais deve crescer 36,2%, alcançando 314,6 milhões de caixas, devido ao clima favorável e ao aumento de 7,5% no número de árvores produtivas. A irrigação também avançou para 45% da área cultivada. O Fundecitrus anunciou que a safra anterior foi a pior em mais de 30 anos, com 230,87 milhões de caixas colhidas. O clima teve um papel importante, com chuvas que ajudaram na florada e no desenvolvimento das frutas. Além disso, o número de árvores adultas aumentou, contribuindo para a previsão de colheita maior. A irrigação, que era de 3% em 2005, agora cobre quase metade das plantações, especialmente em regiões mais secas.
Impulsionada por condições climáticas favoráveis e pelo aumento no número de árvores produtivas, a safra 2025/26 de laranja em São Paulo e Minas Gerais deve crescer 36,2%, totalizando 314,6 milhões de caixas. O anúncio foi feito pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) em 9 de maio de 2025, em Araraquara, a 273 quilômetros de São Paulo.
A previsão indica uma margem de erro de 7 milhões a 8 milhões de caixas, o que sugere uma colheita entre 306 milhões e 322 milhões de caixas. A safra anterior, que foi a pior em mais de três décadas, registrou apenas 230,87 milhões de caixas, abaixo da estimativa inicial de 232,38 milhões.
Juliano Ayres, diretor-executivo do Fundecitrus, destacou que o clima é crucial para a produção agrícola. Ele afirmou que, além de adubação e controle de pragas, o clima é o principal fator para o aumento da safra. “Estamos voltando para os patamares de uma safra média. Não é uma supersafra, mas é uma boa safra”, disse.
As altas temperaturas em agosto e setembro do ano passado prejudicaram a primeira florada, mas a umidade do solo entre outubro e dezembro favoreceu a segunda florada, que foi abundante. As chuvas de janeiro e fevereiro deste ano contribuíram para o desenvolvimento das frutas. A previsão também aponta um crescimento de 4,8% em relação à média das últimas dez safras.
O parque citrícola cresceu de 199,311 milhões para 209,085 milhões de árvores adultas, um aumento de 7,5%. O avanço da irrigação, que passou de 3% em 2005 para 45% atualmente, também é um fator importante. No Triângulo Mineiro, 98% da área cultivada é irrigada, enquanto em algumas regiões de São Paulo, a irrigação é quase dispensável.
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