Daniel Gordonos, da FCâmara, acredita que o cenário atual de juros altos e instabilidades políticas oferece boas oportunidades para investidores. Em uma entrevista, ele comentou que a situação global, influenciada por eventos como o governo Trump e eleições na América Latina, cria “assimetrias reais” que podem ser aproveitadas. Gordonos destacou que, com juros elevados, o capital se torna mais seletivo, o que pode abrir espaço para investimentos com melhor retorno ajustado ao risco. A FCâmara está atenta a mercados complexos como Bolívia, Ucrânia e Rússia, esperando por eventos políticos que possam indicar o momento certo para investir. Na Bolívia, ele acredita que o país pode evitar reestruturação da dívida com ajustes. Na Ucrânia, o foco está em empresas ligadas à reconstrução, enquanto na Rússia, há interesse em ativos que podem se beneficiar se as sanções forem retiradas. Gordonos também mencionou a importância das eleições na América Latina, que podem afetar a precificação de ativos, mas a gestora prefere se preparar para mudanças de regras e cenários que possam surgir.
Em um cenário global de juros altos e instabilidades geopolíticas, o gestor Daniel Gordonos, da FCâmara, vê oportunidades em mercados complexos como Bolívia, Ucrânia e Rússia. Em entrevista ao programa Stock Pickers, ele destacou a importância de eventos políticos e eleições na América Latina para a precificação de ativos.
Gordonos afirmou que o atual contexto internacional, influenciado pelo “jeito Trump de governar”, cria “assimetrias reais” que podem ser exploradas por gestores atentos. Ele acredita que estamos em um período de transição na economia global, onde as mudanças nas políticas tarifárias e migratórias impactam diretamente o mercado.
O gestor prevê que os juros globais permanecerão elevados por um tempo prolongado, mesmo com a inflação acima dos níveis pré-Covid. “O mundo não acaba por isso, mas muda o ambiente em que se trabalha”, afirmou. Essa nova realidade traz desafios para empresas e governos, mas também favorece estratégias de seleção ativa de ativos.
Oportunidades em Mercados Complexos
A FCâmara está de olho em mercados de alta complexidade institucional. Na Bolívia, Gordonos acredita que o país pode evitar uma reestruturação da dívida com um mecanismo de extensão de prazos. “É um case onde possivelmente nem precisa reestruturar, talvez apenas ajustar a moeda”, disse. Contudo, a gestora aguarda maior clareza sobre a estabilidade institucional e o processo eleitoral.
Na Ucrânia, o foco está na dívida soberana e em empresas ligadas à reconstrução do país. “Temos mais perguntas do que respostas sobre como isso vai se desenrolar”, comentou Gordonos, referindo-se ao elevado déficit fiscal. Em relação à Rússia, a análise é mais ativa, com interesse em empresas de commodities e bancos, caso as sanções internacionais sejam retiradas.
Impacto das Eleições na América Latina
Gordonos também destacou o intenso calendário eleitoral na América Latina, com disputas em países como Argentina, Chile, Colômbia, Bolívia e Brasil. “Essas transições políticas interferem diretamente na precificação dos ativos”, alertou. A FCâmara evita basear suas decisões em previsões eleitorais pontuais, preferindo se preparar para cenários que tragam mudanças significativas.
A estratégia da gestora é focada em eventos binários, como eleições e acordos de paz. “A assimetria entre preço e risco pode gerar oportunidades relevantes”, concluiu Gordonos, enfatizando a importância de agir com convicção ao identificar essas oportunidades.
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