O mercado de cervejas artesanais no Brasil está se recuperando após um período difícil. Em 2023, o número de cervejarias registradas subiu para 1.847, um aumento de 6,8% em relação ao ano anterior. O Empório Alto dos Pinheiros, um bar famoso em São Paulo, viu seu faturamento crescer 12% em janeiro, comparado ao mesmo mês do ano passado. O empresário Paulo Almeida, dono do bar, afirmou que o setor está se consolidando após uma fase de crescimento rápido entre 2016 e 2017, seguida por uma queda durante a pandemia, quando as vendas caíram entre 40% e 50%. Embora o faturamento ainda não tenha voltado aos níveis pré-pandemia, Almeida acredita que o mercado está melhorando. Ele destacou que muitos novos empreendedores surgiram durante a pandemia, mas que o setor passou por um amadurecimento natural. O Empório Alto dos Pinheiros se especializou em cervejas de qualidade e mantém um foco em produtos artesanais, evitando grandes marcas. Almeida também mencionou que a experiência de beber em um bar é diferente de consumir em casa e que o futuro do seu negócio será familiar, sem planos de expansão. Além de cervejas, o bar agora oferece sidras, vinhos naturais e cafés especiais, acompanhando as novas tendências do mercado.
O mercado de cervejas artesanais no Brasil apresenta sinais de recuperação em 2023, com 1.847 cervejarias registradas, um aumento de 6,8% em relação ao ano anterior. O Empório Alto dos Pinheiros (EAP), um dos principais bares do setor em São Paulo, reportou um crescimento de 12% no faturamento em janeiro, comparado ao mesmo mês de 2022.
Paulo Almeida, proprietário do EAP, destacou que o setor passou por uma correção após um período de crescimento acelerado entre 2016 e 2017, quando o bar alcançou faturamento de R$ 1 milhão por mês. A pandemia de Covid-19 impactou severamente as vendas, com uma queda de 40% a 50%. Desde então, o mercado tem mostrado sinais de recuperação, embora ainda não tenha retornado aos níveis pré-pandemia.
Almeida observou que a pandemia também incentivou muitos a se tornarem empreendedores, especialmente no setor de cervejas artesanais. Ele acredita que essa mudança trouxe um amadurecimento ao mercado, onde apenas os que se profissionalizaram conseguiram se manter. O empresário criticou a concorrência informal e as modas passageiras que, segundo ele, distorceram o mercado.
Consolidação do Setor
O aumento no número de cervejarias foi registrado em todas as regiões do Brasil, com São Paulo liderando com 410 estabelecimentos. Almeida ressaltou que a busca por qualidade e a valorização do pequeno produtor são fundamentais para o EAP. O bar, que começou como uma mercearia, agora se especializa em cervejas de alta qualidade, abandonando marcas que perderam seu caráter artesanal após serem adquiridas por grandes conglomerados.
A diversificação da oferta também é uma estratégia do EAP, que agora inclui sidras, vinhos naturais e hidromel. Almeida mencionou que a tendência atual é a produção de cervejas com baixo teor alcoólico e refrescantes, além de uma crescente demanda por opções sem álcool.
O empresário reafirmou que o futuro do EAP será familiar e que a prioridade é manter a qualidade e a experiência do cliente, sem a pressão de expansão. “Estamos felizes com nosso tamanho”, afirmou Almeida, destacando a importância de manter a coerência com os princípios que sustentam o mercado artesanal.
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