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Cresce o número de clubes brasileiros que adotam a SAF para atrair investidores

Cresce a adesão ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol no Brasil, com 95 clubes já constituídos, a maioria fora das divisões principais.

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Um levantamento mostrou que 95 clubes no Brasil já se tornaram Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), sendo que 71 deles não estão nas divisões principais do Campeonato Brasileiro. Dentre os clubes na Série A, estão Botafogo, Fortaleza, Bahia, Cruzeiro, Vasco da Gama e Atlético-MG, enquanto na Série B estão Athletico-PR, Cuiabá, América-MG, Coritiba e Botafogo-SP. A maioria dos clubes, 40, está no Sudeste, seguida por 21 no Sul, 13 no Centro-Oeste, 17 no Nordeste e 4 no Norte. Um advogado especializado explica que a aprovação para se tornar uma SAF é mais fácil para clubes menores, que enfrentam menos burocracia e oposição. Além disso, muitos desses clubes não têm receitas suficientes e veem a SAF como a única maneira de atrair investidores e dinheiro.

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos e Desenvolvimento da Sociedade Anônima do Futebol (Ibesaf) revela que noventa e cinco clubes no Brasil já se tornaram Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Desses, setenta e um não estão nas quatro divisões principais do Campeonato Brasileiro.

Na Série A, estão seis clubes: Botafogo, Fortaleza, Bahia, Cruzeiro, Vasco da Gama e Atlético-MG. Na Série B, cinco times se destacam: Athletico-PR, Cuiabá, América-MG, Coritiba e Botafogo-SP. A distribuição geográfica mostra que quarenta clubes estão no Sudeste, vinte e um no Sul, treze no Centro-Oeste, dezessete no Nordeste e quatro no Norte.

Motivos para a Adoção do Modelo

Cristiano Caús, advogado especializado em direito desportivo, explica que a facilidade de aprovação do modelo SAF é um fator crucial. O processo é menos burocrático, com um quadro associativo menor e menos oposição política. Além disso, a falta de receitas nos clubes menores faz com que a SAF se torne uma alternativa viável para atrair investidores.

Os clubes menores, em comparação aos de maior porte, veem na SAF uma oportunidade de garantir investimentos e melhorar sua gestão. Essa tendência crescente reflete uma mudança significativa na estrutura do futebol brasileiro, especialmente entre os times que buscam se reerguer financeiramente.

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