A eficiência energética das casas na Espanha está se tornando cada vez mais importante, pois pode aumentar o valor das propriedades. Um estudo revelou que melhorar a classificação de eficiência energética de uma casa pode elevar seu preço em média 1,3%, e até mais de 4% no norte do país. Isso mostra que as pessoas estão começando a considerar a eficiência energética ao comprar imóveis. As casas mais eficientes, que geralmente são mais modernas e bem construídas, tendem a ter um aumento maior de valor. Por exemplo, uma casa que melhora de uma letra E para D pode ver um aumento de 1,2% no preço, enquanto uma que vai de B para A pode subir 2,1%. A valorização é maior em regiões frias, onde os custos de aquecimento são mais relevantes. Além disso, a eficiência energética não é apenas um fator para casas de luxo, mas é valorizada em todos os tipos de imóveis. O mercado deve continuar a valorizar a eficiência energética nos próximos anos, especialmente com a crescente consciência ambiental e novas regulamentações. Atualmente, muitas casas na Espanha têm classificações baixas de eficiência, e melhorar isso é um grande desafio. O certificado de eficiência energética é obrigatório na venda ou aluguel de imóveis e ajuda compradores e vendedores a entenderem a eficiência das casas. Em 2026, a Espanha precisará adaptar seu sistema de certificação para se alinhar a normas europeias, que exigem melhorias nas casas com as piores classificações até 2030.
A eficiência energética está se tornando um fator importante na valorização de imóveis na Espanha. Um estudo da escola de negócios IESE, em parceria com a empresa de avaliação imobiliária Tinsa by Accumin e a plataforma Accumin Intelligence, revela que a melhoria de uma letra na classificação energética pode elevar o valor das casas em até 4% no norte do país.
Os dados mostram que, em média, a valorização é de 1,3% em todo o território espanhol. A pesquisa analisou 243 mil imóveis entre 2012 e 2024 e destaca que a eficiência energética começa a ser considerada na hora da compra. Cristina Arias, diretora do Serviço de Estudos da Tinsa by Accumin, afirma que o mercado valoriza propriedades com melhor eficiência, levando em conta tanto a economia em custos de energia quanto a sustentabilidade ambiental.
Valorização por Classificação
A valorização é maior em casas com classificações mais eficientes. Por exemplo, a transição de uma casa da letra E para D resulta em um aumento de 1,2% no preço. Já a mudança de B para A pode elevar o valor em 2,1%, e de C para B em 3,3%. Essa tendência é mais acentuada em regiões com climas mais frios, como Astúrias e Cantábria, onde a valorização pode chegar a 4,8%.
Arias ressalta que a eficiência energética não se limita a imóveis de luxo ou unifamiliares, sendo um atributo valorizado em todas as categorias. Para melhorar a eficiência, os proprietários devem focar em três aspectos: reforço do isolamento, substituição de sistemas de climatização e instalação de energias renováveis.
Desafios e Futuro
Apesar do aumento na valorização, a maioria das habitações na Espanha ainda apresenta baixa eficiência energética, com muitas classificações entre D e G. O Instituto para a Diversificação e o Ahorro de Energia (IDAE) aponta que 60% das casas foram construídas sem normas de eficiência. A partir de 2026, o país deverá adaptar seu sistema de certificação de eficiência energética a uma nova escala comunitária, visando a redução das emissões de CO2.
O custo do certificado de eficiência energética varia entre R$ 90,00 e R$ 135,00 para apartamentos e a partir de R$ 150,00 para casas unifamiliares. A emissão do documento requer uma visita de um técnico qualificado, garantindo a veracidade das informações.
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