Hélder Martins, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, afirmou que a região precisa de 100 mil trabalhadores em várias áreas, especialmente no turismo. Ele destacou que os brasileiros têm vantagens na contratação, como a língua e a simpatia, e que a solução para a falta de mão de obra está na imigração. Martins mencionou que muitos imigrantes que chegaram não eram especializados, e que as empresas precisam de profissionais qualificados. Ele também falou sobre a dificuldade de moradia para os trabalhadores, sugerindo a construção de moradia social para os funcionários. Apesar de os brasileiros serem uma parte importante da força de trabalho, eles enfrentam desafios com salários e custo de vida, e um acordo recente aumentou os salários em 7%, mas ainda é difícil para muitos se manterem.
A região do Algarve, em Portugal, enfrenta uma grave escassez de mão de obra, especialmente no setor de turismo. O presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (Aheta), Hélder Martins, afirmou que a região necessita de 100 mil trabalhadores em diversas áreas, sendo oito mil apenas para o turismo.
Martins destacou que os brasileiros têm uma vantagem na contratação devido à língua e à simpatia. Ele mencionou que a solução para a falta de mão de obra está na imigração, especialmente de trabalhadores especializados. “Precisamos de pessoas especializadas para diferentes áreas”, afirmou. A Aheta já iniciou discussões sobre a construção de moradia social para os funcionários, uma vez que a habitação é um desafio significativo.
A via verde para imigração de trabalhadores foi mencionada como uma alternativa para facilitar a contratação. Martins explicou que esse sistema permite que as empresas escolham os trabalhadores de acordo com suas necessidades. Ele indicou que muitos associados estão considerando iniciar processos de contratação através dessa via.
Os brasileiros, que representavam metade da mão de obra no turismo do Algarve em novembro de 2024, continuam a ser uma escolha preferencial. A familiaridade com o idioma e a cultura local são fatores que favorecem essa contratação. Martins também abordou a questão dos salários, que são considerados baixos em relação ao custo de vida elevado na região.
Para atrair e manter trabalhadores, a Aheta assinou um acordo coletivo que aumentou os salários em sete por cento. Contudo, Martins ressaltou que isso ainda não é suficiente, dado que o custo de vida continua alto. A construção de moradia social para os trabalhadores é vista como uma solução necessária para melhorar as condições de vida e trabalho na região.
Entre na conversa da comunidade