A guerra comercial iniciada por Donald Trump está afetando o mercado imobiliário global, causando incertezas entre investidores. No mercado espanhol, operações importantes, como a venda da plataforma de residências de estudantes Livensa e a participação da Aedas, estão sendo impactadas pela hesitação dos fundos internacionais. Especialistas falam em “volatilidade” e “medo” devido à situação atual, o que faz com que muitos investidores prefiram esperar antes de tomar decisões. A venda da Livensa, que possui várias residências e projetos em andamento, está atraindo interesse de grandes empresas, mas a incerteza sobre o futuro pode influenciar as ofertas. A venda da participação da Aedas também enfrenta dificuldades, enquanto a Blackstone está considerando opções para sua empresa de hotéis, HIP, mas não tem pressa para agir. A Nestar, uma plataforma de aluguel, está avaliando a possibilidade de venda, mas seus acionistas não têm pressa. O futuro dessas operações depende da evolução da situação econômica e do impacto da guerra comercial.
A guerra comercial iniciada por Donald Trump continua a impactar o mercado imobiliário global, gerando incertezas entre investidores. No mercado espanhol, operações significativas, como a venda da plataforma de residências de estudantes Livensa e a participação da Aedas Homes, enfrentam hesitação por parte de fundos internacionais.
Especialistas apontam que a volatilidade e a imprevisibilidade geradas pela guerra tarifária estão dificultando a captação de capital. A incerteza sobre as consequências do endurecimento das tarifas faz com que os principais fundos hesitem em realizar grandes operações. Um diretor de uma firma do setor afirmou que “os grandes fundos estão contemporizando muito” devido ao medo de uma possível recessão.
A venda da Livensa, que possui 22 residências e projetos para 9.000 vagas, está atraindo o interesse de grandes investidores, como Axa e KKR. As primeiras propostas superaram € 1,2 bilhão, mas a decisão final ainda está pendente. A situação da Aedas Homes, que possui um portfólio de mais de 24.000 terrenos para construção, também é incerta, com a venda de sua participação de 79% por Castlelake em negociação.
Outra operação em destaque é a desinvestimento da Blackstone na Hotel Investment Partners (HIP), a maior proprietária de hotéis da Espanha. A empresa está considerando tanto a venda quanto uma oferta pública inicial, mas não tem pressa para formalizar a operação. O apetite por ativos hoteleiros permanece forte, especialmente em um mercado turístico em crescimento.
Por fim, a Nestar, uma plataforma de habitação em aluguel, está avaliando a possibilidade de venda de parte de sua carteira, que inclui 9.100 casas avaliadas em cerca de R$ 1,8 bilhão. Os acionistas não têm pressa, mas a alta demanda por esse tipo de ativo pode acelerar decisões, dependendo do cenário econômico influenciado por Trump.
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