Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

União recorre ao STF para reverter decisão sobre tributação de stock options

PGFN tenta reverter decisão do STJ sobre tributação de stock options, que pode impactar arrecadação de mais de R$ 1 bilhão.

0:00
Carregando...
0:00

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) quer que o Supremo Tribunal Federal (STF) reanalise a tributação dos planos de stock option, que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu serem comerciais e não remuneratórios. Isso significa que o Imposto de Renda (IR) só deve ser cobrado quando as ações forem vendidas, com uma alíquota de 15%. A PGFN argumenta que esses planos devem ser vistos como remuneração, o que aumentaria a alíquota do IR para até 27,5%. No entanto, a tendência é que o STF negue o pedido da União, já que a Corte já decidiu que a questão é infraconstitucional e deve ser resolvida pelo STJ. A discussão envolve mais de 500 ações e pode impactar a arrecadação em mais de R$ 1 bilhão. A PGFN também incluiu o tema em um programa para resolver litígios tributários, mas a derrota no STJ dificulta acordos, a menos que o STF mude a decisão.

BRASÍLIA – A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) tenta convencer o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, a reavaliar a tributação dos planos de stock option. A União deseja que o Supremo julgue o caso com repercussão geral, após decisão desfavorável do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No ano passado, o STJ determinou que os planos de opção de compra de ações têm caráter comercial e não remuneratório. Esse entendimento implica que o Imposto de Renda (IR) deve ser cobrado apenas no momento da venda das ações, e não na aquisição. A decisão estabelece que o imposto incide como ganho de capital, com alíquota de 15%.

A PGFN argumenta que os planos devem ser considerados como remuneração, o que alteraria a alíquota do IR para até 27,5%, conforme a tabela progressiva. Para a Fazenda, o stock option é uma vantagem ao trabalhador, que pode obter ganhos ao vender as ações no futuro.

A tendência no STF é de que o pedido da União seja negado. Em 2023, a Corte já decidiu que a natureza jurídica do stock option é infraconstitucional, cabendo ao STJ a palavra final. Recentemente, a Segunda Turma também rejeitou um recurso da União sobre o tema.

A Fazenda informou que existem mais de quinhentos processos relacionados à tributação dos planos de stock option. Estima-se que esses litígios possam envolver mais de R$ 1 bilhão. O tema foi incluído no anexo de riscos fiscais do Projeto de Lei Orçamentária (PLDO) de 2026, enviado ao Congresso em março.

A derrota da União no STJ pode impactar tentativas de acordo, a menos que o STF reanalise a questão. A previsão de arrecadação com as teses em discussão é de R$ 30 bilhões.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais