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Venezuelanos abandonam lares e mercado imobiliário enfrenta crise sem precedentes

Em meio à crise na Venezuela, Mairin Reyes transforma casas abandonadas em oportunidades, enquanto o mercado imobiliário enfrenta colapso.

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Mairin Reyes começou um negócio para ajudar a desocupar casas deixadas por venezuelanos que emigraram, em meio a uma crise que fez cerca de oito milhões de pessoas deixarem o país. Em Caracas, muitas casas estão vazias e os preços dos imóveis caíram. Mairin tem 15 dias para esvaziar uma casa, onde encontra objetos que contam histórias de famílias que partiram. Ela organiza tudo, faz inventários e se prepara para vender os itens que restaram. O mercado imobiliário enfrenta dificuldades, com uma grande quantidade de propriedades desocupadas e uma queda de 50% nos preços desde 2014. A demanda por imóveis diminuiu, e muitos que emigraram não planejam voltar, o que leva à venda de suas propriedades. A situação é complicada, com casas vazias se deteriorando e o setor imobiliário lutando para se recuperar em meio à instabilidade política e econômica.

Mairin Reyes, de 65 anos, fundou a empresa Soluciono Por Ti em Caracas, oferecendo serviços de desocupação de casas deixadas por migrantes. A Venezuela enfrenta uma crise que resultou na emigração de cerca de oito milhões de pessoas, impactando o mercado imobiliário local.

Mairin relata que muitas casas estão abandonadas, com objetos que contam histórias de famílias que partiram. Em uma residência em um bairro de classe média, ela tem 15 dias para esvaziar o local, que inclui a desmontagem de móveis e a organização de itens em uma planilha de Excel. Os novos proprietários planejam demolir a casa para construir uma nova.

O exílio em massa dos venezuelanos, impulsionado por uma crise política e econômica, deixou um grande número de imóveis vazios. A Câmara Metropolitana de Imóveis estima que há pelo menos 3 mil casas desocupadas em Caracas. Desde 2014, os preços dos imóveis caíram 50%, refletindo a deterioração da economia.

A situação é complexa. A demanda por habitação caiu, e a capacidade de compra diminuiu, dificultando a venda de propriedades. O vice-presidente da Câmara, Martín Fernández, afirma que pode levar 25 anos para vender o estoque atual. Ele destaca que a venda de imóveis se tornou uma decisão psicológica, pois implica aceitar a desvalorização.

Mairin observa que muitos itens deixados para trás revelam a história das famílias. Entre os objetos, há brinquedos, livros e documentos pessoais. Ela também gerencia a logística de enviar itens essenciais para os migrantes, como fotos de família e documentos importantes. A escassez de compradores e o aumento de imóveis vazios criam um cenário desafiador para o mercado imobiliário em Caracas.

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