A China reabriu o mercado para a importação de cálculos biliares bovinos, conhecidos como “ouro bovino”, que são usados na medicina tradicional. Esses cálculos, que podem valer mais de US$ 20 mil por quilo, estavam proibidos desde 2002 devido a preocupações com a doença da vaca louca. Agora, a Administração Nacional de Produtos Médicos e a Administração-Geral de Aduanas da China autorizaram a importação em um projeto-piloto de dois anos. A Argentina já está avançando nas negociações e já enviou um protocolo sanitário para a China. O Brasil, que nunca exportou esses cálculos, está tentando se inserir nesse mercado e recebeu uma proposta argentina como modelo para criar seu próprio protocolo. A China vai testar a importação em 12 regiões e exigirá controle rigoroso desde a extração até o uso na indústria farmacêutica. O Brasil, que é o maior exportador de carne bovina do mundo, tem potencial para expandir nesse mercado, embora os cálculos biliares venham de bois mais velhos do que os normalmente abatidos. As exportações desse item aumentaram significativamente nos últimos anos, e o Brasil já é o maior fornecedor de cálculos para Hong Kong.
A China reabriu o mercado para a importação de cálculos biliares bovinos, conhecidos como “ouro bovino”, após mais de duas décadas de restrições. Desde 2002, o país havia limitado essas importações devido a preocupações com a doença da vaca louca. A nova autorização, emitida pela Administração Nacional de Produtos Médicos da China (NMPA) e pela Administração-Geral de Aduanas da China (GACC), permitirá a venda desse produto para a indústria farmacêutica tradicional em um projeto-piloto de dois anos.
A Argentina já está à frente nas negociações, tendo enviado um protocolo sanitário formal para a China. Recentemente, a aduana chinesa detalhou os requisitos para a importação de cálculos biliares argentinos. O Brasil, que nunca exportou esse item para a China, está se mobilizando para entrar nesse mercado promissor. O Ministério da Agricultura do Brasil acessou a proposta argentina para elaborar sua própria.
A reabertura do mercado chinês permitirá a entrada das pedras em doze regiões-piloto, incluindo Pequim e Xangai. O controle das importações exigirá rastreamento rigoroso, desde a extração até o uso na indústria farmacêutica. A China, até então, dependia da produção interna e do mercado paralelo, mas o interesse por cálculos biliares é alto, especialmente para medicamentos tradicionais.
O consumo estimado na China é de cerca de cinco mil quilos por ano, representando um mercado potencial de US$ 100 milhões. Apesar de o Brasil não ter exportado para a China até agora, é o maior fornecedor de cálculos biliares para Hong Kong. As exportações desse item cresceram 244% entre 2019 e 2024, passando de US$ 78,2 milhões para US$ 269,1 milhões. A demanda por cálculos de alta qualidade é alta, exigindo até 200 mil bois para produzir um quilo.
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