A Hapvida (HAPV3) teve um desempenho misto no primeiro trimestre de 2025, com aumento na receita e queda na sinistralidade, mas ainda enfrentou pressão nas margens. As ações da empresa subiram 11,30% após o anúncio dos resultados. A XP Investimentos destacou a melhora na sinistralidade e provisões, enquanto a Genial Investimentos notou que, apesar do crescimento da receita, as margens foram afetadas por custos altos e ações judiciais. O Bradesco BBI observou uma leve queda na sinistralidade médica e uma desaceleração nos novos depósitos judiciais, mas também apontou um crescimento modesto na receita e uma leve queda na margem Ebitda. O Morgan Stanley e o Itaú BBA também notaram uma redução nos novos depósitos judiciais, o que é um sinal positivo, e ambos mantiveram recomendações de compra. O BTG viu os resultados como bons, com um EBITDA que superou as expectativas e uma redução na dívida líquida. A empresa mostrou resiliência, mas o ambiente continua desafiador, e os analistas seguirão monitorando a situação nos próximos trimestres.
A Hapvida (HAPV3) reportou resultados mistos no primeiro trimestre de 2025 (1T25), com crescimento de receita e redução na sinistralidade, mas ainda sob pressão nas margens. Após a divulgação do balanço, as ações da operadora de saúde subiram 11,30%, alcançando R$ 2,66.
A XP Investimentos destacou que a melhoria nos números da Hapvida se deve a uma dinâmica mais favorável em sinistralidade e provisões. A Genial Investimentos observou que, apesar de resultados em linha com as expectativas em receita, as margens continuam pressionadas por custos assistenciais e ações judiciais. Contudo, houve uma desaceleração nas ações judiciais, com provisões mais baixas.
Desempenho Financeiro
O trimestre também marcou a continuidade da estratégia de recomposição de preços, que garantiu crescimento da receita, mesmo com a base de beneficiários em queda. A companhia manteve uma geração de caixa robusta, encerrando o período com alavancagem abaixo de 1,0 vez na relação entre dívida líquida e Ebitda, indicando solidez financeira.
Analistas do Bradesco BBI consideraram os resultados mistos, com destaque para a queda de 0,3 ponto percentual na sinistralidade médica. O BBI também notou uma redução de 33% nos novos depósitos judiciais cíveis líquidos. Apesar de um crescimento modesto de 0,4% na receita em relação ao trimestre anterior, a companhia demonstrou resiliência.
Expectativas Futuras
O Morgan Stanley e o Itaú BBA reforçaram que a desaceleração nos novos depósitos judiciais é um sinal positivo, embora ainda seja cedo para afirmar que os volumes atingiram um patamar estável. O BTG Pactual avaliou os resultados como positivos, com um EBITDA ajustado de R$ 1,004 bilhão, superando suas estimativas em 15%. A sinistralidade caixa melhorou para 67,6%, e o lucro líquido ajustado foi de R$ 416 milhões, acima das expectativas.
Os analistas seguem monitorando os impactos da judicialização e o comportamento da base de clientes nos próximos trimestres, com recomendações de compra e preços-alvo variados, refletindo a confiança na recuperação da empresa.
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