O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou a redução das tarifas sobre celulares importados, diminuindo de 16% para 8%, com a eliminação total prevista para o início do próximo ano. Essa mudança visa abrir a economia e facilitar a compra de eletrônicos, que se tornaram muito caros no país devido a políticas protecionistas anteriores, especialmente durante o governo de Cristina Kirchner. Os preços dos iPhones na Argentina chegaram a ser tão altos que muitos consumidores preferiam viajar para comprar o aparelho em outros países. A medida de Milei é parte de sua promessa de liberalizar a economia argentina, embora ele tenha uma visão diferente sobre tarifas em comparação com as políticas de seu aliado, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou a redução das tarifas sobre celulares importados de 16% para 8%, com a eliminação total prevista até o início do próximo ano. A medida, divulgada nesta terça-feira (13), visa abrir a economia ao comércio e foi uma promessa de campanha de Milei.
As altas tarifas, implementadas por governos anteriores, tornaram a Argentina um dos países mais caros para comprar iPhones. Alguns modelos chegaram a custar mais de US$ 2.000, levando muitos consumidores a optar por viajar para Miami para adquirir celulares a preços mais acessíveis. O porta-voz chefe do governo, Manuel Adorni, destacou que um celular com tecnologia 5G custa o dobro na Argentina em comparação com o Brasil e os Estados Unidos.
A ex-presidente Cristina Kirchner havia imposto tarifas elevadas há mais de uma década, forçando empresas a montar produtos na província da Terra do Fogo para evitar taxas. Essa política resultou em preços exorbitantes para eletrônicos importados. A nova estratégia de Milei busca reverter essa situação, promovendo a competitividade no mercado.
Além da redução das tarifas, o governo também planeja diminuir os impostos domésticos sobre eletrônicos importados. Milei pretende abrir a Argentina ao comércio global, embora sua abordagem contrasta com as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China. O presidente argentino rejeita a comparação, considerando as medidas de Trump como táticas geopolíticas.
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