A Nissan Motor anunciou que vai demitir mais 11.000 trabalhadores, totalizando 20.000 cortes, ou 15% de sua força de trabalho, até 2027. A empresa já havia informado sobre a demissão de 9.000 funcionários devido a vendas fracas nos Estados Unidos e na China, que resultaram em uma perda financeira significativa. No último ano fiscal, a Nissan registrou uma perda líquida de cerca de 670 bilhões de ienes, o que representa uma queda drástica em comparação com o lucro do ano anterior. A montadora também planeja reduzir o número de fábricas de 17 para 10, buscando melhorar sua situação financeira. O novo CEO, Ivan Espinosa, destacou a necessidade de uma reestruturação rápida e ambiciosa para enfrentar a crise, que inclui cortes de produção e fechamento de fábricas. A empresa enfrenta desafios adicionais, como tarifas de importação nos EUA e forte concorrência de fabricantes de veículos elétricos na China.
A Nissan Motor anunciou a demissão de mais 11 mil trabalhadores globalmente, elevando o total de cortes para 20 mil, ou 15% de sua força de trabalho. A decisão foi divulgada durante a apresentação dos resultados financeiros do exercício fiscal de 2024, que revelou uma perda líquida de 670,9 bilhões de ienes (aproximadamente R$ 4 bilhões). A montadora enfrenta uma crise financeira severa, com um resultado operacional que caiu 87,7% em relação ao ano anterior.
A empresa já havia anunciado, em novembro, a redução de 9 mil empregos e uma diminuição de 20% na capacidade de produção, devido a vendas fracas nos Estados Unidos e na China. O novo plano de reestruturação inclui a redução do número de fábricas de 17 para 10 até 2027. O presidente da Nissan, Iván Espinosa, que assumiu o cargo recentemente, destacou a necessidade de medidas urgentes para enfrentar a situação complexa da empresa.
Os resultados financeiros da Nissan refletem uma queda drástica em seus lucros, que caíram de 426,6 bilhões de ienes (cerca de R$ 2,6 bilhões) no ano anterior para perdas significativas. A empresa também enfrenta desafios adicionais, como os tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos, que devem impactar negativamente suas contas em até 450 bilhões de ienes (aproximadamente R$ 2,7 bilhões) no exercício atual.
Impacto nas Operações
A crise da Nissan não se limita apenas ao Japão. A montadora já encerrou a produção em sua fábrica em Barcelona, na Espanha, e está reavaliando suas operações em outros locais. A planta de Ávila também está sob análise, embora o sindicato local, representado por José Ramón Muñoz, tenha afirmado que não recebeu informações sobre possíveis cortes na região.
A situação da Nissan é um reflexo de um mercado automotivo em transformação, onde a concorrência de fabricantes de veículos elétricos, especialmente na China, tem pressionado as vendas. A empresa busca reverter sua trajetória, priorizando a rentabilidade em vez do volume de vendas, e espera economizar 500 bilhões de ienes em custos.
A Nissan, que empregava mais de 133 mil pessoas em março do ano passado, enfrenta um futuro incerto, com a necessidade de reestruturação e adaptação a um mercado em rápida mudança. As ações da empresa subiram 5,45% após o anúncio, mas o cenário financeiro continua desafiador.
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