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Brasil precisa de estratégia mineral para atender demanda por minérios críticos na transição energética

Brasil precisa urgentemente de um novo mapeamento mineral para atender à demanda por minérios críticos na transição energética.

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Os projetos Radam e Radam Brasil, realizados nas décadas de 1970, usaram tecnologia de radar para mapear recursos minerais no Brasil, ajudando na exploração, especialmente na Amazônia. Hoje, o Brasil precisa de um mapeamento mineral mais completo para atender à demanda por minérios essenciais na transição energética, mas o Serviço Geológico do Brasil enfrenta falta de recursos e especialistas. Embora tenha experiência, como a busca por lítio em Minas Gerais que resultou em exportações, apenas 27% do país está mapeado na escala ideal. Com apenas 600 especialistas, o SGB levaria 110 anos para completar o trabalho. O orçamento é limitado, e parcerias com governos estaduais podem ser uma solução. Além disso, a diretoria do SGB precisa de mais especialistas, pois atualmente a maioria dos cargos é ocupada por pessoas sem formação técnica.

Os projetos Radam e Radam Brasil, realizados nas décadas de 1970, utilizaram tecnologia de radar para mapear recursos minerais no Brasil. Essa iniciativa incentivou a prospecção mineral, especialmente na Amazônia. Atualmente, o Brasil enfrenta a necessidade de um mapeamento mineral mais abrangente para atender à crescente demanda por minérios críticos na transição energética.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) carece de recursos e especialistas para realizar esse trabalho. Em 2012, o SGB promoveu uma busca ativa por lítio em Minas Gerais, resultando na exportação pela empresa Sigma Lithium em 2023. Contudo, apenas 27% do território nacional foi mapeado na escala de um para cem mil. Com apenas 600 especialistas, o SGB levaria 110 anos para sondar todo o país.

A situação se agrava com o orçamento limitado do SGB, que não ultrapassa R$ 600 milhões, enquanto um levantamento de dados em uma área equivalente à da Bahia exigiria R$ 700 milhões. Para contornar essa limitação, o SGB poderia buscar parcerias com governos estaduais. Além disso, a diretoria do SGB enfrenta críticas, pois apenas dois dos cinco cargos são ocupados por especialistas, enquanto os demais são preenchidos por conveniência política.

A demanda global por minérios como lítio, nióbio e cobalto, essenciais para tecnologias de energia renovável, torna urgente a necessidade de um novo mapeamento mineral. O Brasil precisa de uma estratégia robusta para aproveitar essa oportunidade e garantir sua posição no mercado global de recursos minerais.

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