Na última reunião de acionistas da Prisa, que edita o EL PAÍS, Joseph Oughourlian recebeu forte apoio pela sua gestão. Ele destacou a recuperação financeira da empresa, a importância da Santillana e os bons resultados nas áreas de mídia e educação. Oughourlian afirmou que a empresa conseguiu reduzir sua dívida e melhorar sua posição no mercado, especialmente na América Latina. Os acionistas aprovaram quase todas as propostas apresentadas, incluindo um novo plano estratégico e a continuidade da Santillana, que é crucial para a receita da empresa. O presidente também mencionou a recente reestruturação da dívida, que agora vai até 2029, e a necessidade de focar no crescimento e na excelência dos produtos. Apesar de algumas críticas de acionistas, Oughourlian reafirmou seu compromisso com a empresa e descartou a venda de suas ações. A diretora financeira ressaltou que a nova estrutura financeira garante a viabilidade da empresa até 2029, com resultados operacionais positivos, embora a empresa tenha registrado um prejuízo no último ano.
A junta de acionistas da Prisa, grupo responsável pela publicação do EL PAÍS, aprovou, em votação realizada na última quarta-feira, a gestão do presidente Joseph Oughourlian. Oughourlian, que está no cargo há mais de quatro anos, destacou os avanços financeiros da empresa e a relevância da Santillana, divisão de educação do grupo.
Durante sua apresentação, Oughourlian enfatizou que a empresa conseguiu reduzir drasticamente a dívida e melhorar sua posição financeira. Ele afirmou: “Por fim, estamos onde queremos estar”, referindo-se ao foco no desenvolvimento de produtos e no compromisso com a excelência. A gestão do conselho recebeu 99,52% de votos favoráveis, assim como as contas anuais de 2024.
A reunião também autorizou o conselho a aprovar ampliações de capital e a aplicação dos resultados do exercício anterior. Oughourlian defendeu a importância da Santillana, afirmando que ela representa metade dos ingresos e 70% do EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do grupo. Ele rejeitou rumores sobre uma possível venda da divisão, afirmando que “Santillana é uma parte essencial da Prisa”.
Refinanciamento e Resultados
A Prisa concluiu, em maio, um processo de refinanciamento da dívida, que agora se estende até 2029. Oughourlian mencionou que isso proporciona maior capacidade de financiamento, especialmente na América Latina. A diretora financeira do grupo, Pilar Gil, ressaltou a importância desse acordo, que garante a viabilidade da empresa até 2029.
Os resultados financeiros do último exercício mostraram um EBITDA de 185 milhões de euros e receitas de 920 milhões de euros, com um resultado negativo de 11,5 milhões de euros, uma queda de 65% em relação ao ano anterior. A dívida totalizou 750 milhões de euros, representando uma redução de 10%.
Desafios e Futuro
Oughourlian também abordou o que chamou de “elefante na sala”, referindo-se a conflitos internos entre acionistas. Ele afirmou que a empresa não pode se distrair com disputas internas e que seu foco é o benefício de todos os acionistas e colaboradores. O presidente confirmou que um novo plano estratégico será apresentado após o verão.
O acionista Adolfo Utor, que possui 4,9% das ações, expressou sua disposição em colaborar para a estabilidade acionária, embora tenha mencionado que sua confiança em Oughourlian não é a mesma de quando entrou no grupo. Oughourlian respondeu que o EBITDA cresceu 34% desde a entrada de Utor, destacando que o futuro da Prisa é promissor.
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