O BNDES teve um lucro líquido de R$ 5,6 bilhões no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Os desembolsos do banco, que são os valores que ele libera para financiar diferentes setores, cresceram 8%, totalizando R$ 25,2 bilhões. As aprovações de crédito também aumentaram, chegando a R$ 33,3 bilhões, um crescimento de 35% em comparação com o primeiro trimestre de 2024. Apesar de uma queda de 13% nas consultas ao banco, que são os pedidos de apoio, a taxa de inadimplência se manteve muito baixa, em 0,001%. O BNDES planeja aumentar seus desembolsos em relação ao PIB nos próximos anos. A gestão atual, sob Aloizio Mercadante, tem sido marcada por uma expansão do banco e um foco em áreas estratégicas, como inovação e transição energética.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou um lucro líquido de R$ 5,6 bilhões no primeiro trimestre de 2025, representando um crescimento de 7,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira, 15 de maio. O lucro líquido recorrente, que exclui fatores extraordinários, foi de R$ 2,7 bilhões, com uma variação positiva de apenas 0,9%.
Os desembolsos do BNDES aumentaram 8%, totalizando R$ 25,2 bilhões. Esses recursos foram destinados ao financiamento de diversos setores da economia. No acumulado de doze meses, os desembolsos equivaleram a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB), com a expectativa de que esse percentual chegue a 1,5% em 2026 e 2% até 2028, conforme afirmou Nelson Barbosa, diretor de planejamento e relações institucionais do banco.
Consultas e Aprovações
As consultas ao BNDES, que representam os pedidos de apoio financeiro, somaram R$ 53,1 bilhões, uma redução de 13% em relação ao ano anterior. Barbosa atribuiu essa queda ao aumento da taxa Selic e à desaceleração da demanda. As aprovações de crédito, por outro lado, alcançaram R$ 33,3 bilhões, um aumento de 35% em comparação ao primeiro trimestre de 2024.
O BNDES também diversificou suas fontes de captação, incluindo operações com organismos internacionais. Barbosa destacou que “o mundo quer financiar o BNDES”, ressaltando a solidez da instituição e seu baixo risco. A taxa de inadimplência do banco foi de 0,001%, muito abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional, que foi de 3,22%.
Críticas e Diretrizes
A gestão do BNDES sob o governo Lula é alvo de críticas por parte de economistas que temem um inchaço da instituição. No entanto, a direção do banco defende sua atuação em áreas estratégicas, como inovação e transição energética. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, não participou da divulgação do balanço, pois estava em viagem ao Uruguai para o funeral do ex-presidente Pepe Mujica.
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