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Cultura da cañahua se fortalece na Bolívia e combate a migração rural em Ayo Ayo

Cañahua, grão resistente e nutritivo, ganha destaque no altiplano boliviano, oferecendo esperança contra a migração e a insegurança alimentar.

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No altiplano boliviano, a agricultura enfrenta dificuldades devido a secas e à migração de jovens para as cidades. Nico Mamani, um jovem produtor de Ayo Ayo, decidiu ficar e cultivar cañahua, um grão resistente e nutritivo. Ele se tornou presidente da associação de produtores de cañahua, que já conta com 22 membros. A cañahua cresce mais rápido que a quinoa e é mais resistente à seca, o que ajuda a garantir colheitas estáveis. Apesar de os preços ainda serem baixos, os produtores buscam transformar o grão em produtos como pão e barras energéticas para aumentar a renda. Embora a situação ainda não tenha mudado completamente, Mamani e outros acreditam que a promoção da cañahua pode ajudar a manter os jovens na região e melhorar a segurança alimentar.

Nico Mamani, um jovem produtor de Ayo Ayo, lidera a associação de cañahua em uma região do altiplano boliviano, onde a produção agrícola enfrenta desafios devido a secas frequentes e à migração de jovens para as cidades. Com apenas 31 anos, Mamani decidiu permanecer no campo e cultivar cañahua, um grão resistente e nutritivo, que cresce mais rápido que a quinua e é mais resistente à seca.

A segurança alimentar na região está em risco, especialmente após o desaparecimento do lago Poopó. Muitos agricultores cultivam principalmente batata, quinua e cebada, mas a cañahua se destaca por sua alta taxa de proteínas e fibras. Desde que começou a plantar cañahua em 2019, Mamani viu um aumento no interesse por esse cultivo, que agora atrai novos produtores.

Crescimento da Associação

Atualmente, a associação de cañahua de Ayo Ayo conta com 22 membros. Mamani afirma que a cada ano, novos produtores se juntam ao grupo. A produção de cañahua é vendida em sua maioria, garantindo uma fonte de renda estável, ao contrário de outros cultivos que falham com frequência. A cañahua, cultivada nos Andes há séculos, perdeu espaço nas últimas décadas devido à migração e à falta de interesse.

Trigidia Jiménez, presidente da rede nacional de cañahua, destaca que a recuperação do cultivo é resultado de esforços para promover seu consumo e fornecer sementes de qualidade. Os produtores também colaboram com programas de pesquisa para melhorar a produção. Apesar dos avanços, os preços da cañahua ainda são baixos, em torno de R$ 1,4 por quilo.

Desafios e Oportunidades

Os agricultores de Ayo Ayo enfrentam baixos rendimentos por hectare e a necessidade de diversificar a produção. Mamani e outros membros da associação buscam transformar a cañahua em produtos como pão e barras energéticas para aumentar a demanda. A inclusão de produtos à base de cañahua em programas de subsídio do governo também é uma estratégia para promover o grão.

Embora a cañahua tenha potencial para ajudar a reter jovens no campo, muitos ainda acreditam que a vida nas cidades é melhor. Mamani, no entanto, mantém a esperança de que a cañahua se torne uma fonte de renda viável, permitindo que as futuras gerações herdem as terras com a certeza de um futuro promissor.

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