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LaCheteau é multada em 6,6 milhões de euros por práticas comerciais abusivas com fornecedores

LaCheteau enfrenta multa de € 6,6 milhões por práticas abusivas, exigindo que fornecedores arcam com custos de vinificação.

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A empresa LaCheteau, que faz parte do grupo Grands Chais de France e é conhecida por exportar vinhos, está enfrentando uma multa de 6,6 milhões de euros. A DGCCRF acusa a empresa de forçar seus fornecedores a reduzir o preço das matérias-primas, fazendo com que eles arcassem com custos que deveriam ser da própria LaCheteau. Essa prática vai contra as leis EGAlim, que visam proteger os produtores. A multa proposta é três vezes maior do que o valor que a empresa teria obtido de forma indevida. A ação está sendo levada ao tribunal de comércio de Rennes e envolve 44 fornecedores. O grupo Grands Chais de France teve um faturamento de 1,3 bilhão de euros em 2022, com 80% desse valor vindo de exportações para mais de 178 países.

A Direção Geral da Concorrência, Consumo e Repressão de Fraudes (DGCCRF) solicitou uma multa de 6,6 milhões de euros contra a sociedade LaCheteau, parte do grupo Grands Chais de France. A penalidade é resultado de práticas comerciais abusivas, onde a empresa impôs a seus fornecedores a responsabilidade por custos de vinificação, contrariando as leis EGAlim.

A DGCCRF acusa a LaCheteau de exigir reduções no preço de compra da matéria-prima, transferindo custos que deveriam ser arcados pela própria empresa. A ação foi protocolada no tribunal de comércio de Rennes e busca uma multa que representa o triplo das quantias indevidamente obtidas pela empresa.

As práticas denunciadas afetam quarenta e quatro fornecedores da LaCheteau, que é uma das principais exportadoras de vinhos da França, com um faturamento de 1,3 bilhão de euros em 2022, sendo 80% desse total proveniente de exportações para mais de 178 países. A empresa é um importante ator no vignoble do Val de Loire, operando seis centros de vinificação e colaborando com cerca de quatrocentos e cinquenta viticultores.

A ação da DGCCRF alinha-se ao objetivo das leis EGAlim, que visam proteger os produtores de matérias-primas agrícolas em suas relações comerciais. A expectativa é que o tribunal de comércio avalie a gravidade das práticas e a necessidade da aplicação da multa solicitada.

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