A taxa de desemprego no Brasil subiu para 7% no primeiro trimestre de 2025, um aumento em relação aos 6,2% do final de 2024. Essa alta foi observada em 12 estados, principalmente no Nordeste, onde Pernambuco, Bahia e Piauí têm as maiores taxas, acima de 10%. A informalidade no trabalho atinge 38% da população ocupada, refletindo uma economia frágil. As mulheres enfrentam uma taxa de desemprego de 8,7%, enquanto a dos homens é de 5,7%. Entre os jovens, o desemprego é ainda mais alarmante, chegando a 26,4% para aqueles de 14 a 17 anos. A desigualdade racial também é evidente, com pretos e pardos apresentando taxas de desemprego superiores às dos brancos. Apesar do aumento, o rendimento médio real mensal dos trabalhadores foi de R$ 3.410, com crescimento em relação ao trimestre anterior. O cenário mostra que o mercado de trabalho ainda é desafiador, especialmente para grupos mais vulneráveis.
A taxa de desemprego no Brasil subiu para 7% no primeiro trimestre de 2025, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao final de 2024, quando a taxa era de 6,2%. Apesar da alta, o número é 0,9 ponto percentual inferior ao mesmo período de 2024, que registrou 7,9%.
O aumento do desemprego foi observado em 12 estados, com destaque para Pernambuco (11,6%), Bahia (10,9%) e Piauí (10,2%). A informalidade atinge 38% da população ocupada, refletindo a vulnerabilidade da economia. Em Pernambuco, a taxa de desemprego entre pretos e pardos chega a quase 14% e 12%, respectivamente.
Entre os grupos mais afetados, as mulheres apresentam uma taxa de desemprego de 8,7%, enquanto a dos homens é de 5,7%. O recorte racial mostra que a taxa de desemprego para pretos é de 8,0% e para pardos, 8,4%, ambas superiores à média nacional. A situação é ainda mais crítica entre os jovens: a taxa de desemprego na faixa de 14 a 17 anos é de 26,4%, e entre 18 a 24 anos, chega a 14,9%.
Desigualdades Persistentes
O cenário de desigualdade no mercado de trabalho é evidente. Em 2025, a composição da população desocupada mudou, com os pardos representando 50,6% dos desempregados, enquanto a participação dos brancos caiu para 34,3%. A escolaridade também influencia os dados: pessoas com ensino médio incompleto enfrentam uma taxa de desemprego de 11,4%.
A elevação da taxa de desemprego é atribuída a fatores sazonais, como o fim de contratos temporários. O analista da pesquisa do IBGE, William Kratochwill, destacou que o aumento foi menor que a média histórica para o primeiro trimestre, que é de 1,1 ponto percentual. Apesar do aumento, a taxa de 7% é a menor para um primeiro trimestre desde o início da série histórica em 2012.
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