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Desigualdade no trabalho atinge negros, jovens e mulheres em alta escala

Taxa de desemprego no Brasil atinge 7% em 2025, com mulheres, jovens e negros enfrentando as maiores dificuldades no mercado de trabalho.

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O Brasil viu a taxa de desemprego subir para 7% no primeiro trimestre de 2025, um aumento em relação aos 6,2% do final de 2024. Esse crescimento afeta mais mulheres, jovens e negros. A taxa de desemprego entre mulheres é de 8,7%, enquanto entre homens é de 5,7%. Para os negros, a taxa é de 8,0% e para os pardos, 8,4%, ambas superiores aos 7,0% entre brancos. Os jovens enfrentam uma situação ainda mais difícil, com 26,4% de desemprego entre aqueles de 14 a 17 anos e 14,9% entre os de 18 a 24 anos. No Nordeste, cinco dos doze estados com aumento no desemprego estão localizados, com taxas que chegam a quase 14% para pretos e 12% para pardos em estados como Pernambuco e Amazonas. A composição dos desempregados também mudou, com os pardos passando de 49,0% em 2012 para 50,6% em 2025, enquanto a proporção de brancos caiu para 34,3% e a de pretos aumentou para 14,1%. Esses dados mostram a necessidade de enfrentar as barreiras que esses grupos enfrentam para conseguir trabalho.

O Brasil registrou um aumento na taxa de desemprego, que subiu para 7% no primeiro trimestre de 2025, em comparação aos 6,2% do final de 2024, segundo dados da PNAD. Este crescimento, embora influenciado por fatores sazonais, evidencia as desigualdades persistentes no mercado de trabalho, afetando especialmente mulheres, jovens e negros.

Entre as mulheres, a taxa de desemprego alcançou 8,7%, significativamente superior aos 5,7% dos homens. O recorte racial também revela disparidades alarmantes: a taxa de desemprego entre pretos é de 8,0%, enquanto entre pardos é de 8,4%, ambas acima dos 7,0% entre brancos. A situação é ainda mais crítica entre os jovens, com 26,4% de desemprego na faixa etária de 14 a 17 anos e 14,9% entre aqueles de 18 a 24 anos.

Desigualdade Regional

Os dados da PNAD mostram que cinco dos doze estados com aumento no desemprego estão no Nordeste. André Mancha, economista da JOI Brasil, destaca que as barreiras de gênero e raça continuam a ser um desafio significativo. Em alguns estados, como Pernambuco e Amazonas, a taxa de desemprego entre pretos e pardos chega a quase 14% e 12%, respectivamente.

A composição da população desocupada também mudou nos últimos anos. Em 2012, os pardos representavam 49,0% dos desempregados, enquanto em 2025, essa participação subiu para 50,6%. Em contrapartida, a proporção de brancos caiu para 34,3% e a de pretos aumentou para 14,1%. Esses números reforçam a necessidade de abordar os obstáculos estruturais que esses grupos enfrentam para acessar o mercado de trabalho.

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