A Ford anunciou que o novo SUV Expedition 2025, montado em Kentucky, contém 58% de peças importadas, incluindo 22% do México. Isso mostra como a cadeia de suprimentos automotiva é complexa, mesmo para marcas americanas. Apesar de montado por trabalhadores americanos, a maioria das peças vem de fora, o que dificulta a produção totalmente americana. Especialistas afirmam que, embora seja desejável ter mais peças fabricadas nos EUA, isso não é viável devido aos altos custos e à falta de materiais. O CEO da Ford, Jim Farley, destacou que aumentar a produção local poderia encarecer os veículos, tornando-os inacessíveis para muitos consumidores. Além disso, muitos componentes essenciais, como semiconductores, ainda são majoritariamente importados. A situação é complicada, pois mesmo que as montadoras queiram, levaria anos e bilhões de dólares para mudar a produção e a cadeia de suprimentos. Atualmente, poucos veículos conseguem atingir 75% de peças feitas na América do Norte, e a maioria dos carros de luxo tem pouco ou nenhum conteúdo americano.
A Ford anunciou que o novo Expedition 2025, montado em Kentucky, contém 58% de peças estrangeiras, incluindo 22% provenientes do México. Essa situação reflete os desafios da indústria automotiva dos EUA em relação à globalização das cadeias de suprimentos.
O SUV, que é montado por trabalhadores americanos, exemplifica como a produção local ainda depende fortemente de componentes importados. O motor Ecoboost de 3,5 litros, projetado pela Ford, é um dos principais itens fabricados fora do país. A fábrica de Kentucky, que emprega mais de 9 mil pessoas, é um alvo de pressão do ex-presidente Donald Trump, que buscou incentivar a produção nacional por meio de tarifas sobre veículos e peças importadas.
Especialistas afirmam que alcançar uma produção totalmente americana é inviável devido a custos e à disponibilidade de materiais. Martin French, executivo da Berylls Strategy Advisors USA, destacou que muitos componentes ainda são mais baratos de produzir em outros países, mesmo com tarifas. A falta de instalações para processar materiais como aço e semicondutores nos EUA agrava a situação.
O CEO da Ford, Jim Farley, mencionou que 15% a 20% das peças são difíceis de obter nos EUA, o que inclui itens como fiações e semicondutores, que são majoritariamente importados da Ásia. A S&P Global Mobility estima que um veículo contém, em média, 20 mil peças, que podem vir de até 120 países diferentes.
A produção de veículos com maior conteúdo nacional exigiria investimentos bilionários e levaria anos. Executivos do setor afirmam que seria “irrealista” construir um veículo 100% americano de forma lucrativa atualmente. Aumentar a porcentagem de peças nacionais também elevaria significativamente os preços, tornando os veículos menos acessíveis aos consumidores.
Entre na conversa da comunidade