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IGP-10 apresenta queda inesperada em maio, influenciado por matérias-primas brutas

IGP-10 surpreende com queda de 0,01% em maio, refletindo baixa nos preços de matérias-primas e no Índice de Preços ao Produtor Amplo.

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Em maio, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) teve uma queda inesperada de 0,01%, marcando o segundo mês seguido de recuo, após uma queda de 0,22% em abril. Essa redução foi impulsionada pela baixa nos preços de matérias-primas brutas, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas. Analistas esperavam um aumento de 0,17%. Em 12 meses, o IGP-10 subiu 7,54%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do índice geral, caiu 0,17% em maio, após uma queda de 0,47% em abril. Os principais fatores para essa queda foram os preços do minério de ferro, óleo diesel e milho. O minério de ferro caiu 1,74%, o milho em grão recuou 5,36% e o óleo diesel teve uma baixa de 6,34%. No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que compõe 30% do índice geral, a taxa se manteve em 0,42%. O IPC teve aumentos em cinco das oito classes analisadas, com destaque para a alta na tarifa de eletricidade e na batata-inglesa. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) subiu 0,43% em maio, uma leve desaceleração em relação ao mês anterior. O IGP-10 é calculado com base nos preços entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês atual.

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) apresentou uma queda inesperada de 0,01% em maio, marcando o segundo mês consecutivo de recuo, após uma redução de 0,22% em abril. Os dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira, 16 de maio. Analistas esperavam uma alta de 0,17% para o período.

A queda do IGP-10 foi impulsionada pela diminuição nos preços de matérias-primas brutas e pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do índice geral. O IPA teve uma redução de 0,17% em maio, após uma queda de 0,47% no mês anterior. Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, as quedas do minério de ferro, óleo diesel e milho foram as principais contribuições para essa diminuição.

Em detalhes, o minério de ferro caiu 1,74% em maio, após uma queda de 3,79% em abril. O milho em grão teve um recuo de 5,36%, enquanto o óleo diesel apresentou uma baixa de 6,34%. O grupo de Matérias-Primas Brutas registrou uma deflação de 1,09% em maio, após uma queda de 1,0% no mês anterior.

Análise do Índice de Preços ao Consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que compõe 30% do índice geral, manteve a mesma taxa de abril, com uma alta de 0,42%. O IPC apresentou aumentos em cinco das oito classes que o compõem, destacando-se Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,59% para 1,08%) e Despesas Diversas (de 0,20% para 1,15%).

Os itens que mais impactaram o IPC foram a tarifa de eletricidade residencial, que subiu 1,61%, e a batata-inglesa, que teve um aumento expressivo de 22,97%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) também apresentou uma leve desaceleração, com uma alta de 0,43% em maio, após um avanço de 0,45% em abril.

O IGP-10 é calculado com base nos preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

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