A Argentina viu sua inflação cair de 211% em 2023 para 2,8% em abril de 2025, sob o governo de Javier Milei, que fez reformas na economia e firmou um acordo de US$ 20 bilhões com o FMI. Essa queda surpreendeu analistas, que esperavam uma inflação acima de 3%. A inflação acumulada nos últimos 12 meses também diminuiu, passando de 55,9% para 47,3%. As reformas de Milei incluíram mudanças na política cambial, permitindo que o peso flutue entre 1.100 e 1.400 pesos, e eliminando limites para a compra de dólares. Apesar da desvalorização inicial do peso, a moeda se estabilizou. No entanto, a inflação ainda apresenta riscos, com um indicador que exclui itens sazonais e regulados mostrando uma taxa de 3,2% em abril. O governo enfrenta desafios para equilibrar suas ações e estabilizar a economia, enquanto a trajetória da inflação dependerá de como lidará com essas incertezas.
A Argentina registrou uma queda surpreendente na inflação, que passou de 211% em 2023 para 2,8% em abril de 2025. Essa mudança ocorre sob o governo de Javier Milei, que implementou reformas cambiais e um acordo de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O índice de preços ao consumidor em abril surpreendeu analistas, que esperavam uma taxa acima de 3%. O recuo em relação a março foi de 0,9 ponto percentual, reduzindo a inflação acumulada nos últimos 12 meses de 55,9% para 47,3%. Economistas, como a agência Moody’s, revisaram suas previsões para o ano, estimando uma inflação de 30%, dependendo das pressões cambiais e dos preços dos combustíveis.
Reformas e Impactos
As reformas de Milei incluem a correção da política de controle cambial, que estava desatualizada. A nova política permite que a cotação do peso flutue entre 1.100 e 1.400 pesos, com ajustes mensais de 1%. O teto de US$ 200 para a compra de dólares foi eliminado, assim como as restrições para importadores. Após o anúncio, o peso desvalorizou 8,4%, mas se estabilizou na primeira metade da nova banda cambial.
Apesar das mudanças, a inflação ainda apresenta riscos. O indicador que exclui variações sazonais e itens regulados ficou em 3,2% em abril, superando a taxa oficial. A cautela é recomendada, pois a reforma cambial ainda está em andamento e a atração de investimentos continua desafiadora.
Desafios Futuros
O governo de Milei enfrenta um cenário complexo, com incertezas internas e externas. A necessidade de equilibrar ousadia e prudência é crucial para estabilizar a economia argentina. A trajetória da inflação nos próximos meses dependerá de como o governo gerenciará esses desafios, buscando um desenvolvimento sustentável e duradouro.
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