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Aposentados do INSS pedem reembolso após descontos não autorizados em massa

Quase 1,5 milhão de beneficiários do INSS pedem reembolso por descontos indevidos após a Operação Sem Desconto. Governo promete ressarcir.

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Quase 1,5 milhão de aposentados e pensionistas do INSS pediram reembolso por descontos indevidos em seus pagamentos. Isso aconteceu após a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes envolvendo sindicatos e associações. O governo se comprometeu a devolver o dinheiro, mas pode precisar usar recursos da União. A operação, feita pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União, descobriu um esquema de cobranças sem autorização dos beneficiários. O ex-presidente do INSS e outros dirigentes foram afastados. O novo ministro da Previdência Social garantiu que todos os afetados receberão o valor de volta. Entre 14 e 17 de setembro, foram feitas quase 1,5 milhão de consultas, e 98% dos beneficiários contestaram os descontos. As associações têm 15 dias úteis para responder. Se não provarem que os descontos foram autorizados, terão que devolver o dinheiro ao INSS, que repassará aos beneficiários. Se não resolverem, o caso irá para a Advocacia-Geral da União. O governo planeja usar valores bloqueados de bens das associações investigadas para ressarcir os aposentados, mas pode ser difícil cobrir todos os prejuízos apenas com esses bloqueios, o que pode atrasar a solução.

Quase 1,5 milhão de aposentados e pensionistas do INSS solicitaram reembolso de descontos indevidos em suas folhas de pagamento. Os pedidos foram feitos após a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes envolvendo sindicatos e associações. O governo se comprometeu a ressarcir os lesados, mas pode precisar utilizar recursos da União para isso.

A operação, realizada pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União (CGU), revelou um esquema de fraudes em mensalidades descontadas sem autorização dos beneficiários. O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e outros dirigentes foram afastados. O novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que todos os aposentados afetados receberão o dinheiro de volta.

Entre 14 e 17 de setembro, foram registradas 1.494.956 consultas, das quais 1.467.933 beneficiários (98%) contestaram os descontos. Apenas 27.023 reconheceram ter autorizado os pagamentos. As associações têm um prazo de 15 dias úteis para responder às contestações. Se não comprovarem a autorização, deverão ressarcir o INSS, que repassará os valores aos beneficiários.

Caso as entidades não solucionem as contestações, o caso será encaminhado à Advocacia-Geral da União (AGU). O governo planeja ressarcir os aposentados com valores bloqueados de bens das associações investigadas. Se necessário, poderá usar recursos do Orçamento para garantir a devolução. O procurador Hebert Mesquita, do Ministério Público Federal, alertou que pode ser difícil cobrir os prejuízos apenas com os bloqueios, o que pode atrasar a solução.

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