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Consumidores redirecionam gastos para lojas americanas após fim de isenção tarifária

Varejistas americanos veem aumento nas vendas após fechamento de brecha tarifária que beneficiava Temu e Shein. Mudanças no consumo são evidentes.

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As lojas de departamento e redes de desconto nos Estados Unidos estão se beneficiando com a queda nas vendas das plataformas chinesas Temu e Shein, que perderam força após o fechamento de uma brecha tarifária que permitia importações isentas de impostos. Uma pesquisa mostrou que consumidores que costumavam comprar nessas plataformas redirecionaram seus gastos para lojas como Bloomingdale’s, Macy’s e Kohl’s, além de redes de roupas com desconto como a Old Navy. O fechamento da isenção tarifária, anunciado pelo ex-presidente Donald Trump, teve um impacto imediato nas vendas, que caíram drasticamente em abril, após um crescimento significativo no início do ano. As duas empresas diminuíram seus investimentos em publicidade e a Temu agora foca em produtos que não estão sujeitos às novas tarifas. O número de usuários diários da Temu e da Shein também caiu, indicando uma mudança no comportamento dos consumidores. Enquanto isso, varejistas americanos como a Gap e a Macy’s estão se adaptando a essa nova realidade, com a Gap prevendo um leve crescimento nas vendas e a Macy’s reestruturando suas operações.

Lojas de departamento e redes de desconto nos Estados Unidos estão se beneficiando com a queda nas vendas das plataformas chinesas Temu e Shein. A mudança se deve ao fechamento de uma brecha tarifária que permitia importações isentas de impostos. A pesquisa da Consumer Edge Research revelou que consumidores que costumavam comprar nessas plataformas redirecionaram seus gastos para varejistas como Bloomingdale’s, Macy’s e Kohl’s, além de lojas de roupas com desconto como Old Navy.

A brecha tarifária, que permitia remessas internacionais de até US$ 800 sem impostos, foi encerrada em 2 de maio pelo ex-presidente Donald Trump. Desde então, as vendas da Temu caíram 50% e as da Shein 30%. A Consumer Edge analisou dados de consumidores que deixaram de comprar nas plataformas chinesas em março e abril de 2025, constatando um aumento significativo nos gastos em lojas de departamento e de desconto.

Os dados mostram que o número médio de usuários diários da Temu caiu de 58 milhões em março para 41,2 milhões em maio. Para a Shein, a média de usuários diários passou de 29,2 milhões para 25,5 milhões no mesmo período. Michael Gunther, vice-presidente da Consumer Edge, afirmou que os consumidores da Temu foram atraídos pela variedade de produtos das lojas de departamento, enquanto os da Shein migraram para varejistas de roupas com desconto.

As mudanças no comportamento de compra são um sinal claro do impacto das novas tarifas. A Gap, que obtém cerca de 10% de suas roupas da China, projeta um crescimento de 2% nas vendas para este ano. Enquanto isso, a Macy’s planeja fechar 86 lojas nos próximos dois anos, focando em unidades com melhor desempenho. A Kohl’s também está fechando lojas e busca um novo CEO após a demissão do anterior em maio.

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