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Empresas de carros voadores suspendem projetos devido a crise financeira no setor

Lilium encerra atividades após mais de dez anos, enquanto Eve se destaca com 2.900 encomendas e planos de certificação até 2027.

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A fabricante de eVtols Lilium anunciou que vai encerrar suas atividades após mais de dez anos. O cofundador Patrick Nathen expressou sua tristeza no LinkedIn, lamentando a saída da equipe e a dificuldade de mudar a situação, mesmo com a venda de ativos para investidores. O setor de mobilidade aérea está passando por dificuldades, com empresas como Airbus e Volocopter pausando investimentos. A Airbus confirmou que os planos para o CityAirbus NextGen estão em espera, enquanto a Volocopter se reestruturou para reduzir custos e focar na certificação até 2025. A Azul, que tinha parceria com a Lilium, disse que continua acompanhando o setor, mas não deu detalhes sobre os contratos. Em contraste, a Eve, uma fabricante brasileira controlada pela Embraer, tem 2.900 encomendas e planeja obter certificação até 2027, com o primeiro voo previsto para 2024. O cenário atual é desafiador para as startups do setor, que enfrentam dificuldades financeiras e precisam de investimentos para certificar suas aeronaves. O CEO da Flapper, Paul Malicki, comentou que muitas empresas que cresceram com capital de risco agora lidam com um ambiente difícil, e a falta de planejamento pode levar a uma redução no número de empresas no setor.

Após mais de dez anos de operação, a fabricante de eVtols Lilium anunciou o encerramento de suas atividades. O cofundador Patrick Nathen expressou sua frustração no LinkedIn, lamentando a saída de sua equipe e a incapacidade de reverter a situação, mesmo após a aquisição de ativos por um consórcio de investidores.

A instabilidade no setor de mobilidade aérea avançada se intensifica, com empresas como Airbus e Volocopter pausando investimentos. A Airbus, por meio de seu presidente para a América Latina, Arturo Barreira, confirmou que os planos para o CityAirbus NextGen estão em espera, enquanto a Volocopter se reestruturou ao se integrar ao Diamond Aircraft Group, visando reduzir custos e focar na certificação até 2025.

A Azul, que havia firmado uma parceria com a Lilium para operar eVtols no Brasil, afirmou que continua acompanhando o desenvolvimento e a regulação do setor. A companhia aérea não divulgou detalhes sobre os contratos, mas mantém interesse nas inovações do segmento.

Enquanto isso, a Eve, fabricante brasileira controlada pela Embraer, se destaca com 2.900 encomendas e planos de certificação até 2027. A empresa está realizando testes em solo em Gavião Peixoto (SP) e trabalha com a Anac para obter a certificação necessária. O primeiro voo do eVtol da Eve está previsto para o meio de 2024.

O cenário atual revela um desafio significativo para as startups do setor, que enfrentam dificuldades financeiras e a necessidade de investimentos para a certificação de suas aeronaves. Paul Malicki, CEO da Flapper, destacou que muitos fabricantes se beneficiaram de um boom de capital de risco, mas agora enfrentam um ambiente adverso. A falta de planejamento financeiro e adaptabilidade pode levar a uma consolidação do setor, com apenas algumas empresas sobrevivendo.

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