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Gripe aviária ameaça novamente a economia do Rio Grande do Sul

Embargo às exportações de carne de frango no Rio Grande do Sul gera queda de 6,9% em 2024, acentuando a crise no agronegócio local.

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O agronegócio do Rio Grande do Sul, que é muito importante para a economia do estado, está enfrentando dificuldades com a proibição de exportação de carne de frango por causa da gripe aviária. Essa situação vem logo após problemas com a doença de Newcastle e enchentes em 2024. O economista Giovani Baggio, da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, informou que as exportações de carne de frango caíram 6,9% em 2024 em relação ao ano anterior, sendo que no segundo semestre a queda foi ainda maior, de 8,4%. O Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores de frango do Brasil, e 12,2% dos empregos na indústria avícola do país estão no estado. Em algumas cidades, mais de 10% dos empregos estão ligados ao abate de aves, e em três delas, essa atividade é responsável por mais da metade dos empregos. Baggio alerta que, mesmo com ações de controle, os efeitos da gripe aviária na economia serão grandes, mostrando a fragilidade do setor diante de problemas climáticos e de saúde.

O agronegócio do Rio Grande do Sul, que representa 40% do PIB do estado, enfrenta novos desafios com o embargo às exportações de carne de frango, imposto devido à gripe aviária. Esse cenário ocorre menos de um ano após a crise provocada pela doença de Newcastle e as enchentes que afetaram a região em 2024.

O economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Giovani Baggio, destacou que a queda nas exportações de carne de frango foi de 6,9% em 2024 em comparação a 2023. O impacto foi ainda mais severo no segundo semestre, com uma redução de 8,4% nas exportações após o registro do caso de DNC em julho do ano passado.

Impactos Econômicos

Os três estados do Sul são os maiores produtores de frango do Brasil, com o Rio Grande do Sul ocupando a terceira posição. Baggio informou que 12,2% dos empregos na indústria avícola brasileira estão no estado, e 4,5% dos empregos da indústria de transformação gaúcha estão ligados ao abate de aves. Essa atividade é a segunda maior empregadora do setor, atrás apenas da fabricação de calçados de couro.

Em 14 dos cerca de 500 municípios gaúchos, mais de 10% dos empregos estão no abate de aves. Em três cidades — Miraguaí, Nova Araçá e Trindade do Sul —, mais da metade dos empregos é gerada por essa atividade. O economista alerta que, mesmo com medidas de controle, os efeitos da gripe aviária na economia serão significativos, refletindo a fragilidade do setor diante de problemas climáticos e sanitários recorrentes.

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