Mais de 70 milhões de brasileiros estão com o nome sujo, o que representa 42% da população adulta. Esse dado foi divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo Serviço de Proteção ao Crédito. O aumento da inadimplência é resultado do crescimento econômico e da inflação, que fez com que 14 milhões de pessoas fossem consideradas “endividadas de risco”. Desde 2022, cerca de 80% das famílias têm alguma dívida, mesmo com o mercado de trabalho aquecido e uma renda média de 3.410 reais. A inflação, que chegou a 5,53% nos últimos doze meses, pressiona o orçamento das famílias. O total de crédito contraído por pessoas físicas é de 4 trilhões de reais, mas muitos estão em situação crítica para pagar suas dívidas. O crédito via cheque especial cresceu 13% no primeiro trimestre de 2023, e as taxas de juros são altas, chegando a 134% ao ano. O governo continua oferecendo crédito, como uma nova linha de crédito consignado. As instituições financeiras estão preocupadas com a inadimplência, mas ainda não veem risco para o sistema bancário. A facilidade de acesso ao crédito e a falta de educação financeira contribuem para esse cenário. O endividamento afeta o consumo e a economia, e sem mudanças na educação financeira, o Brasil pode continuar enfrentando problemas de endividamento e crescimento fraco.
Mais de 70 milhões de brasileiros estão com o nome sujo, representando 42% da população adulta do país. O dado alarmante foi divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) em 14 de maio. O cenário de inadimplência é agravado pela combinação de crescimento econômico e inflação, que elevou o número de “endividados de risco” para 14 milhões.
Desde 2022, cerca de 80% das famílias brasileiras possuem alguma dívida. Apesar do mercado de trabalho aquecido e da renda média de 3.410 reais no primeiro trimestre, a realidade do endividamento persiste. O contraste entre os bons indicadores econômicos e a alta taxa de inadimplência revela a disfunção do crescimento econômico, impulsionado por estímulos governamentais que geram efeitos colaterais.
O aumento da inflação, que chegou a 5,53% nos últimos doze meses, pressiona o orçamento das famílias. Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi, destaca que a inflação é a origem do endividamento, resultante de uma economia que cresce mais do que deveria. O volume total de crédito contraído por pessoas físicas é de 4 trilhões de reais, mas 14 milhões estão em situação crítica para quitar suas dívidas.
No primeiro trimestre de 2023, o crédito via cheque especial cresceu 13%, totalizando 133 bilhões de reais. As taxas de juros, que chegam a 134% ao ano, agravam a situação. O governo, por sua vez, continua a oferecer crédito, como a nova linha de crédito consignado lançada em março, que pode gerar 120 bilhões de reais em dívidas.
As instituições financeiras estão preocupadas com o aumento da inadimplência, embora Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban, afirme que isso ainda não representa risco ao sistema bancário. A facilidade de acesso ao crédito, impulsionada por fintechs, e a falta de educação financeira da população contribuem para o cenário atual.
Ana Paula Tozzi, da AGR Consultores, ressalta que o endividamento impacta o consumo e, consequentemente, a economia. Sem ajustes estruturais e uma mudança na educação financeira, o Brasil pode permanecer preso a um ciclo de endividamento crônico e crescimento frágil.
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