As ações do Banco do Brasil caíram 12,69% após a divulgação de resultados do primeiro trimestre de 2025, que foram abaixo do esperado, gerando preocupação entre os investidores. O lucro do banco foi de R$ 7,3 bilhões, o que é considerado fraco, especialmente após um período de valorização de mais de 125% nos últimos três anos. Analistas estão reavaliando suas recomendações, com algumas casas de análise rebaixando a ação de compra para manutenção. O Goldman Sachs, por exemplo, reduziu o preço-alvo das ações de R$ 29 para R$ 25. A administração do banco reconheceu que os resultados foram piores do que o esperado e que as taxas mais altas afetaram suas despesas. Embora esperem que o crescimento do crédito ajude no futuro, as provisões para perdas podem continuar elevadas. O retorno sobre o patrimônio deve ficar entre 17% e 18% no curto prazo. Enquanto isso, o Itaú Unibanco e o Bradesco estão se saindo melhor, com altas significativas em seus lucros e ações. O Banco do Brasil, por outro lado, enfrenta desafios e incertezas, o que levou a uma pressão vendedora nas suas ações.
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) sofreram uma queda de 12,69% após a divulgação de resultados financeiros decepcionantes referentes ao primeiro trimestre de 2025 (1T25). O lucro líquido ajustado foi de R$ 7,3 bilhões, 20,7% inferior ao esperado, levando a uma reavaliação das recomendações por analistas.
Os resultados do banco geraram preocupações entre investidores, especialmente após a suspensão de projeções para 2025. A Nord Research destacou que, com o lucro apresentado, o Banco do Brasil deve totalizar cerca de R$ 30 bilhões em 2025, bem abaixo da faixa projetada de R$ 37 bilhões a R$ 41 bilhões. O dividend yield, que deve cair para cerca de 9%, também contribuiu para a revisão das expectativas.
A inadimplência crescente e o impacto da resolução CMN nº 4.966/21 pressionaram os resultados do banco. O custo de crédito aumentou, reduzindo o lucro líquido e o retorno sobre o patrimônio (ROE). A administração do Banco do Brasil reconheceu que os efeitos negativos foram mais intensos do que o previsto, especialmente devido às altas taxas de juros.
Reavaliação das Recomendações
Após os resultados, instituições como Bradesco BBI e Genial Investimentos rebaixaram a recomendação de compra para manutenção. O Goldman Sachs também revisou suas estimativas, reduzindo o preço-alvo de R$ 29 para R$ 25. O BTG Pactual optou por rebaixar a recomendação de compra para neutro, citando a necessidade de mais clareza sobre os próximos resultados.
Apesar do crescimento da carteira de crédito, a gestão do banco espera que as provisões para perdas com crédito permaneçam elevadas no segundo trimestre de 2025. O ROE deve se manter entre 17% e 18% no curto prazo, sem expectativa de retorno aos níveis anteriores de 12% a 13%.
A análise do mercado indica que, embora o Banco do Brasil tenha um histórico de valorização, o cenário atual levanta dúvidas sobre a atratividade de suas ações. A Nord Research, por exemplo, sugere uma preferência por outros ativos, como o Itaú Unibanco (ITUB3), que apresenta um desempenho mais robusto.
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