As distribuidoras de medicamentos estão enfrentando um aumento nos roubos de carga, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 2024, as transportadoras aumentaram os investimentos em segurança em até 20%, com 18.038 roubos registrados e R$ 283 milhões em produtos farmacêuticos apreendidos. Os criminosos visam principalmente medicamentos de alto valor, como os usados em tratamentos oncológicos e de doenças raras. Para se proteger, as empresas estão utilizando caminhões blindados, escoltas armadas e tecnologias de monitoramento. O custo de segurança para cada caminhão pode variar de R$ 150 mil a R$ 180 mil. Além disso, o seguro foi aumentado e o custo do frete também subiu em áreas de risco. A maioria dos roubos ocorre durante o dia, especialmente às terças e quartas-feiras. Apesar do aumento nos roubos, algumas operações policiais têm conseguido reduzir a criminalidade em algumas regiões.
As distribuidoras de medicamentos estão intensificando os investimentos em segurança devido ao aumento dos roubos de carga. Em 2024, as transportadoras elevaram esses investimentos em até 20%, registrando 18.038 ocorrências de roubo e um total de R$ 283 milhões em produtos farmacêuticos apreendidos.
De acordo com um relatório da Associação Brasileira de Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (Abradimex), metade das transportadoras do setor adotou medidas mais rigorosas. Os produtos farmacêuticos, embora representem apenas 2% das cargas roubadas no Brasil, são alvos frequentes devido ao seu alto valor. Medicamentos como o Keytruda, utilizado no tratamento de câncer, e canetas de Ozempic, para diabetes tipo 2, estão entre os mais visados.
Medidas de Segurança
As empresas estão utilizando caminhões blindados, carros-fortes e escolta armada para proteger as cargas. Djalma Campos, diretor de operações logísticas da Andreani, destaca que os veículos precisam ter laterais blindadas e, em alguns casos, escolta armada. A Prosegur Cash, por exemplo, mantém 100% da frota blindada e conta com quatro homens armados em cada caminhão.
Além disso, as transportadoras estão implementando tecnologias avançadas, como rastreadores de monitoramento 24 horas e câmeras de segurança. Paulo Maia, presidente da Abradimex, afirma que o conjunto de ações de segurança é crucial para a proteção das cargas, que podem custar até R$ 2 milhões.
Aumento dos Custos
Os custos de transporte também aumentaram, especialmente em áreas de risco. Na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, o frete subiu entre 5% e 10%. As regiões de Rio de Janeiro e São Paulo concentram 70% dos roubos de carga de medicamentos no país. A maior parte dos crimes ocorre durante o dia, com 43% das ocorrências entre 6h e 12h.
As autoridades estão intensificando as operações contra esses crimes. A Polícia Civil do Rio de Janeiro registrou uma queda de 2,3% nos roubos após o início da Operação Torniquete. Em São Paulo, as polícias Civil e Militar estão reforçando as ações contra quadrilhas especializadas. A situação continua a exigir atenção e medidas eficazes para proteger o transporte de medicamentos.
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