As empresas de tecnologia estão enfrentando dificuldades, com a Nasdaq caindo 10% devido a incertezas econômicas e a guerra comercial. No entanto, o Google anunciou que, no primeiro trimestre deste ano, ganhou mais com inteligência artificial e serviços na nuvem do que com anúncios no YouTube. Apesar disso, suas ações caíram 15,3% desde o ano passado. Analistas acreditam que esse momento pode ser uma oportunidade de investimento, desde que os investidores saibam lidar com riscos e analisem bem os relatórios financeiros. As ações da Nasdaq subiram 10% desde então, mas ainda não recuperaram os valores iniciais do ano. Existem várias empresas no setor de inteligência artificial, desde fabricantes de microchips até aquelas que desenvolvem soluções inovadoras. Para investir, é recomendado abrir uma conta global e considerar ETFs, que são fundos que reúnem ações de várias empresas. Um exemplo é o Global X Robotics and Artificial Intelligence ETF, que permite aos investidores brasileiros acessar ações de empresas internacionais. Apesar de algumas quedas recentes, a expectativa é que as ações dessas empresas se valorizem a longo prazo. Contudo, investir em tecnologia envolve riscos, especialmente em um cenário de juros altos e incertezas econômicas.
O Google anunciou que, no primeiro trimestre deste ano, sua receita com inteligência artificial (IA) e serviços na nuvem superou a de anúncios no YouTube. O resultado foi divulgado no dia 24 de abril, em meio a um cenário desafiador para o setor de tecnologia, que enfrentou uma desvalorização significativa.
As ações do Google caíram 15,3% desde o ano passado até a divulgação dos resultados. O índice Nasdaq, que reúne as principais empresas de tecnologia, também sofreu uma queda de 10% devido à aversão ao risco provocada pela guerra comercial e incertezas econômicas. Apesar disso, analistas veem oportunidades de investimento no setor, desde que os investidores saibam lidar com os riscos.
Thomas Monteiro, analista-chefe do Investing.com, destacou que as ações de tecnologia apresentam múltiplos melhores do que há seis meses. Ele alertou que o verdadeiro risco para os investidores é não conseguir identificar as empresas certas para alocar capital. Gustavo Araújo, fundador da consultoria de tecnologia Distrito, apontou que o mercado de IA é diversificado, incluindo empresas que fabricam microchips e aquelas que desenvolvem soluções inovadoras.
Oportunidades de Investimento
Para investir em tecnologia, especialmente em IA, é quase um pré-requisito criar uma conta global para comprar ações no exterior. Os investidores podem optar por ações individuais ou por ETFs (fundos negociados em Bolsa), que reúnem ações de empresas do setor. O Global X Robotics and Artificial Intelligence ETF (BOTZ39) é um exemplo, disponível na B3 por meio de BDRs (recibos de depósitos brasileiros).
O BOTZ39 inclui ações de empresas dos Estados Unidos, Japão, Suíça e China, e mantém reservas em várias moedas para equilibrar custos cambiais. Apesar de uma queda de 3,97% nos últimos doze meses, o fundo teve uma alta de 16,62% nos últimos dois anos. Flávio Vegas, porta-voz da Global X, acredita que a exposição em IA ainda é uma alternativa atrativa, e os ETFs oferecem uma maneira eficiente de diversificação geográfica.
Riscos e Desafios
Investir em tecnologia envolve riscos, especialmente em um ambiente de incerteza e juros altos. Monteiro alertou que as empresas de alta tecnologia frequentemente se endividam para alavancar lucros, o que pode complicar seus balanços em tempos difíceis. O preço das ações de tecnologia está em um dos níveis mais baixos em um ano, refletindo a cautela dos investidores.
Os investidores interessados em IA devem analisar cuidadosamente os balanços das empresas e a demanda por microchips, além de considerar a concorrência com empresas chinesas. Monteiro enfatizou que, mesmo com a IA se consolidando como a base do avanço tecnológico, um cenário econômico desafiador pode impactar a inovação no setor.
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