Os credores estão começando a considerar as mudanças climáticas ao avaliar o crédito dos consumidores. Um relatório da First Street mostra que desastres climáticos podem causar perdas de até 5,36 bilhões de dólares em 10 anos. Isso acontece porque eventos climáticos extremos, como inundações e incêndios, estão se tornando mais frequentes e caros. As seguradoras estão se afastando de áreas de alto risco, o que aumenta as perdas para os bancos. Em um ano com muitos desastres, as perdas por hipotecas podem chegar a 1,21 bilhão de dólares, representando 6,7% de todas as perdas por execução de hipoteca. Se os credores começarem a incluir o risco climático em suas análises, a pontuação de crédito dos consumidores pode mudar, resultando em custos de empréstimos mais altos. Atualmente, as perdas estão concentradas em estados como Califórnia, Flórida e Louisiana. O aumento nos custos relacionados ao clima, que subiu 1.580% nas últimas quatro décadas, está afetando tanto os lares quanto as instituições financeiras.
Mudanças climáticas impactam avaliação de crédito nos EUA
Um novo relatório da First Street revela que as mudanças climáticas estão alterando a avaliação de risco de crédito nos Estados Unidos. Estima-se que os prejuízos potenciais decorrentes de desastres climáticos possam chegar a $ 5,36 bilhões em uma década.
Tradicionalmente, credores analisam fatores como dívida, renda e garantias. No entanto, a crescente frequência e os custos associados a desastres climáticos estão levando os credores a considerar esses riscos em suas análises. O relatório indica que, em um ano de clima severo, as perdas anuais projetadas para os bancos podem atingir $ 1,21 bilhão, representando 6,7% de todas as perdas por execução hipotecária.
Risco crescente em áreas vulneráveis
Os estados mais afetados são Califórnia, Flórida e Louisiana. A First Street destaca que, em áreas propensas a inundações, as taxas de execução hipotecária aumentam significativamente após eventos climáticos extremos. O estudo aponta que, em média, há um aumento de 40% nas execuções hipotecárias em residências danificadas por inundações.
Além disso, consumidores em regiões de alto risco, como as costas da Flórida, já enfrentam aumentos substanciais nos prêmios de seguro devido a tempestades recentes. Esses aumentos estão levando alguns proprietários a desistirem de suas propriedades, o que gera mais perdas para os credores.
Mudanças necessárias nas práticas de crédito
Atualmente, muitos credores não consideram os efeitos das mudanças climáticas em seus modelos de concessão de crédito. A Fannie Mae, que financia grande parte do mercado hipotecário, estava avaliando essa possibilidade, mas ainda não anunciou mudanças. O relatório da First Street destaca que os custos anuais de desastres climáticos aumentaram em 1.580%** nas últimas quatro décadas, refletindo não apenas a severidade das tempestades, mas também a inflação e o crescimento populacional em áreas de risco.
Jeremy Porter, chefe de implicações climáticas da First Street, afirma que os riscos climáticos estão erodindo as suposições fundamentais sobre a concessão de empréstimos e a avaliação de propriedades, introduzindo riscos financeiros sistêmicos.
Entre na conversa da comunidade