A América Latina cancelou todos os planos para novas usinas termelétricas a carvão, que são grandes poluidoras. Essa mudança foi confirmada com o arquivamento de projetos em Honduras e Brasil, de acordo com a ONG Global Energy Monitor. Em 2015, a região tinha 18 projetos em andamento, mas agora não há mais propostas ativas. Honduras se juntou à Powering Past Coal Alliance, que busca acabar com projetos de carvão, e isso levou ao cancelamento da usina Puente Alto Energy. No Brasil, a usina Ouro Negro não avançou no licenciamento desde 2023, e não há novas propostas para usinas a carvão. A ONG destaca que não houve novas construções desde 2016 e que a única usina em construção, a Río Turbio na Argentina, enfrenta muitos problemas. Apesar disso, ainda existem usinas a carvão em operação no México, na República Dominicana e no Brasil, que gasta muito dinheiro subsidiando esse tipo de energia. A ONG sugere que o Brasil poderia se juntar à aliança e liderar a transição para energia limpa na região.
A América Latina cancelou todos os planos para a construção de novas usinas termelétricas a carvão, um tipo de geração de energia com alta emissão de gases do efeito estufa. O anúncio foi feito pela ONG Global Energy Monitor (GEM) e inclui o engavetamento de projetos em Honduras e Brasil. Com isso, a região não possui mais propostas ativas para usinas a carvão.
O cancelamento foi confirmado após Honduras se juntar à Powering Past Coal Alliance (PPCA), uma coalizão que visa eliminar projetos de carvão. O projeto da usina Puente Alto Energy, com capacidade de 0,1 gigawatts (GW), foi um dos que foram cancelados. No Brasil, a última proposta ativa, a usina termelétrica Ouro Negro, em Pedra Altas (RS), com 600 megawatts (MW), também foi considerada engavetada devido à falta de progresso no licenciamento.
Desde 2015, a América Latina tinha planos para dezoito usinas a carvão, totalizando 7,3 GW de capacidade. A GEM destacou que não houve avanços no licenciamento da usina Ouro Negro desde agosto de 2023, quando o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) rejeitou os planos de gerenciamento de riscos e resposta a emergências da usina.
Mudança de Direção
A GEM observou que o engavetamento dos últimos projetos de usinas a carvão na América Latina reflete uma tendência mais ampla de declínio no desenvolvimento desse tipo de energia na região. Desde 2019, nenhuma proposta avançou no processo de licenciamento, e não há novas construções desde 2016. A única usina a carvão em construção, a usina Río Turbio na Argentina, enfrenta dificuldades técnicas e orçamentárias.
Apesar do cancelamento dos novos projetos, a região ainda opera usinas a carvão, com 4 GW no México, 1,1 GW na República Dominicana e 0,6 GW no Brasil. O Brasil gasta mais de R$ 1 bilhão por ano subsidiando essa energia. A GEM sugere que o Brasil poderia se beneficiar ao se tornar membro da PPCA, sinalizando a intenção de não construir novas usinas a carvão.
A gerente de projetos da GEM, Christine Shearer, afirmou que Honduras representa um exemplo positivo para a América Latina, mostrando que um futuro sem carvão é viável. Ela destacou que o Brasil está em uma posição privilegiada para liderar a transição para energia limpa e contribuir para o cumprimento do Acordo de Paris.
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