A União Europeia anunciou um novo pacote de sanções contra a Rússia, focando no comércio de petróleo. O Brasil, que já importa 63,6% do seu diesel da Rússia, é um dos países afetados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que a dependência do diesel russo aumentou, superando 50% em 2023. As sanções visam uma frota de petroleiros que transportam petróleo russo, que representa 85% do escoamento do produto. Apesar das dificuldades logísticas, o diesel russo ainda é uma opção para o Brasil. A chanceler da UE, Kaja Kallas, afirmou que a resposta da Europa será mais dura enquanto a guerra na Ucrânia continuar. A próxima edição de sanções já está sendo planejada, com propostas para reduzir o teto do preço do petróleo russo. O setor privado brasileiro, que lidera as importações de diesel, está cauteloso com os riscos de sanções, enquanto algumas pequenas distribuidoras ainda mantêm relações com fornecedores russos. A situação está mudando e pode impactar o mercado de combustíveis no Brasil.
A União Europeia (UE) anunciou um novo pacote de sanções contra a Rússia, focando especialmente no comércio de petróleo. O 17º pacote, divulgado nesta terça-feira (20), visa pressionar países que ainda importam petróleo russo, como o Brasil, que já obtém 63,6% do diesel de sua demanda externa da Rússia.
Essas sanções surgem em um contexto de crescente dependência do diesel russo, que se tornou a principal fonte de importação do Brasil, superando 50% em 2023. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu essa dependência, afirmando que 70% do diesel importado é proveniente da Rússia. A pressão sobre os preços do combustível já é visível, e novas tarifas estão sendo discutidas.
O pacote da UE tem como alvo a chamada “shadow fleet”, uma frota de 350 petroleiros que transportam petróleo russo, driblando as sanções. Esses navios são responsáveis por 85% do escoamento do petróleo russo. Apesar das dificuldades logísticas e da necessidade de atravessar rotas mais longas, o diesel russo continua a ser uma opção viável para o Brasil.
Além disso, a chanceler da UE, Kaja Kallas, afirmou que a resposta da Europa será cada vez mais dura enquanto a guerra na Ucrânia persistir. A 18ª edição de sanções já está em preparação, com discussões sobre a redução do teto do preço do petróleo russo de US$ 60 para US$ 50.
Por fim, o setor privado brasileiro, que representa a maior parte das importações de diesel, já demonstra cautela. Empresas como Vibra e Ipiranga estão atentas ao risco de sanções, enquanto pequenas distribuidoras ainda mantêm relações comerciais com fornecedores russos. A situação continua a evoluir, com impactos diretos no mercado de combustíveis brasileiro.
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