Gouda, uma cidade na Holanda, é conhecida pelo seu famoso mercado de queijos, que existe desde a Idade Média e representa 60% da produção nacional de queijos. No entanto, especialistas alertam que a cidade enfrenta sérios riscos de inundação devido ao afundamento do solo e às mudanças climáticas. Isso pode ameaçar a continuidade do mercado de queijos em 50 a 100 anos. A cidade, construída sobre um pântano, está afundando a uma taxa de 3 a 6 milímetros por ano em algumas áreas. O aumento das chuvas e do nível do mar agrava a situação. Gouda está investindo mais de 22 milhões de dólares por ano em medidas para lidar com a água, mas especialistas afirmam que é preciso uma abordagem mais radical em um futuro próximo. Apesar dos problemas, muitos moradores parecem não se preocupar com a situação, acreditando que a gestão da água sempre funcionou bem na região.
Em Gouda, na Holanda, o tradicional mercado de queijos enfrenta uma ameaça crescente. Especialistas alertam que a cidade, famosa por sua produção de queijos, pode ser inundada em 50 a 100 anos devido ao afundamento do solo e às mudanças climáticas.
O mercado de queijos de Gouda, que remonta à Idade Média, representa 60% da produção nacional e gera US$ 1,7 bilhão em exportações anuais, segundo a ZuivelNL. No entanto, a cidade, construída sobre um pântano de turfa, está cada vez mais vulnerável. O professor Gilles Erkens, da Universidade de Utrecht, destacou que a situação é preocupante, com a água subindo a poucos centímetros das paredes do canal na Turfmarkt.
O aumento das chuvas e o nível do mar, consequência das mudanças climáticas, agravam o problema. Jan Rotmans, professor da Universidade Erasmus de Roterdã, prevê que a região será inundada ou precisará de cidades flutuantes até o final do século. Ele afirma: “Não esperaria muito queijo de Gouda daqui a 100 anos.”
Medidas em Andamento
Gouda, com cerca de 75 mil habitantes, investe mais de US$ 22 milhões anualmente em medidas de mitigação. O vereador Michel Klijmij-van der Laan mencionou que o município está desenvolvendo um plano chamado “Gouda Firm City” para gerenciar os níveis de água, incluindo represamento e bombeamento.
Apesar dos esforços, Rotmans expressou frustração com a falta de urgência nas ações. Ele alertou que, sem uma abordagem radical em até dez anos, a cidade pode enfrentar desastres. Klijmij-van der Laan reconheceu que muitos residentes não percebem a gravidade da situação, pois estão acostumados com o problema.
A evidência da invasão da água é visível em Gouda, com inundações frequentes em edifícios antigos e porões. O proprietário de uma tabacaria local, Marco van der Horst, minimizou a preocupação, afirmando que as casas afundam apenas milímetros por ano. Contudo, especialistas alertam que a gestão hídrica não pode ser uma solução permanente.
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